O Senado dos Estados Unidos aprovou a indicação de Daniel Perez para o cargo de novo embaixador norte-americano no Brasil. A confirmação ocorreu durante a deliberação de um pacote com 74 nomeações de alto escalão do governo Donald Trump para o Departamento de Estado e postos diplomáticos. A aprovação ocorre em um momento de fricção nas relações bilaterais entre Brasília e Washington, caracterizado pela retenção de aprovações formais e sanções consulares cruzadas.
Placar partidário: A indicação foi chancelada no plenário por 51 votos a 47, refletindo a divisão partidária com apoio maciço da maioria republicana e voto contrário de democratas e independentes.
Outros postos confirmados: O pacote incluiu a aprovação de embaixadores para a Austrália (ex-deputado David Brat) e Noruega (Michael Kavoukjian), além de secretários adjuntos para regiões estratégicas, como o Hemisfério Ocidental, Europa e Oriente Médio.
Atraso na aprovação formal: O governo brasileiro vem retardando a concessão do agrément (autorização diplomática formal) para que Perez assuma a embaixada em Brasília.
Revogação de visto e retaliação: Em resposta ao adiamento da concessão do agrément e à recusa do Brasil em emitir vistos para dois diplomatas norte-americanos, o governo dos EUA revogou o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti.
Reação do Palácio do Planalto: O governo brasileiro repudiou publicamente a cassação do visto da diplomata e rejeitou as justificativas apresentadas por Washington, mantendo o impasse nas relações bilaterais.
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