O governo brasileiro manifestou veemente repúdio à decisão do Departamento de Estado dos Estados Unidos de alterar o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. A Casa Branca justificou a medida alegando demora do Brasil em conceder o agrément (aprovação diplomática) ao indicado norte-americano para a embaixada em Brasília — argumento rebatido e classificado como falso pelo Palácio do Planalto em nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social (Secom).
Alegações falsas: O governo brasileiro declarou que os motivos apresentados pelos EUA não correspondem à realidade e que o pedido de anuência diplomática para o novo diplomata norte-americano permanece sob análise regular.
Quebra de protocolo diplomático: A Secom afirmou que os EUA violaram a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas ao tornar público o nome de seu indicado antes da concessão formal do agrément pelo país anfitrião.
Inexistência de prazo legal: O Planalto ressaltou que não existe qualquer dispositivo ou regra na Convenção de Viena que estipule prazo determinado para a concessão da aprovação diplomática.
Negativa de visto a americanos: O Brasil confirmou a recusa na concessão de entrada a dois funcionários do governo dos EUA, sustentando que a presença de ambos tinha como finalidade colocar em dúvida o sistema eleitoral brasileiro.
Interferência política: A nota oficial acusou abertamente a administração de Donald Trump de demonstrar um interesse descabido em interferir no próximo pleito presidencial no país.
Ação deliberada: O Palácio do Planalto definiu a revogação do visto como parte de uma "escalada deliberada de medidas hostis" contra o Brasil, motivada por divergências ideológicas incompatíveis com o histórico de respeito mútuo entre as nações.
Manutenção de sanções: O comunicado destacou que autoridades brasileiras e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) continuam sob sanções da Lei Magnitsky, aplicadas pelos EUA em retaliação à condenação de Jair Bolsonaro por golpe de Estado.
Tentativas diplomáticas do Planalto: A nota relembrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva buscou vias de diálogo para resolver o impasse, tendo solicitado pessoalmente a Donald Trump o levantamento das sanções individuais durante visita oficial a Washington no mês de maio.
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