Com a realização de duas convenções paralelas em Salvador, legenda vive impasse jurídico e político para definir quem disputará o Palácio de Ondina.
O diretório baiano do Democracia Cristã (DC) enfrenta uma crise interna que colocou em xeque a definição da chapa para a disputa ao governo do estado. O racha partidário culminou na realização de duas convenções distintas no mesmo final de semana na capital baiana, expondo a disputa entre o presidente estadual da sigla, José Estevão, e o dirigente Ariel Capistrano.
A indefinição sobre a candidatura oficial do partido dividiu os filiados em dois atos políticos distintos:
Primeira convenção (Sábado): Realizada na sede do partido, no bairro Campo da Pólvora, formalizando o apoio ao nome de Ariel Capistrano.
Segunda convenção (Domingo): Convocada por José Estevão na Estrada da Liberdade, homologando sua postulação ao governo estadual.
Enquanto Capistrano sustenta que ambos os atos possuem respaldo jurídico e que cumprirá qualquer determinação da Justiça Eleitoral, Estevão classifica a reunião adversária como "clandestina", afirmando possuir decisão judicial favorável que valida exclusivamente a sua convocação.
Durante a convenção de domingo, José Estevão anunciou a formação de uma chapa pura, sem coligação com outras legendas:
Candidata a vice-governadora: A chapa será composta por Neuzimar Camacan.
Estratégia proporcional: O partido registrou candidaturas para as cadeiras de deputado estadual e deputado federal, decidindo não lançar nomes para o Senado Federal.
Plano de governo: Sob o slogan "O novo olhar para a Bahia", a proposta central foca na inclusão produtiva, no fortalecimento da indústria de base e no incentivo ao processamento de matérias-primas no interior do estado para geração de emprego e renda.
"Esse novo olhar é um olhar inclusivo, que busca introduzir a população baiana no mercado de trabalho e fazer o dinheiro circular em cada um dos municípios", declarou Estevão.
A crise no DC baiano arrasta-se desde junho e envolve disputas entre o diretório local e a Executiva Nacional do partido, presidida por João Caldas:
Dissolução do diretório: Em 10 de junho, a direção nacional tentou dissolver a comissão estadual e retirar o apoio à pré-candidatura de José Estevão.
Liminar na Justiça Eleitoral: Estevão recorreu e obteve decisão favorável que anulou a intervenção e o reconduziu ao comando da legenda no estado.
Nova comissão provisória: Em reação, a direção nacional nomeou uma nova comissão diretiva na Bahia, colocando Veveta na presidência e Ariel Capistrano como vice-presidente e coordenador da nominata.
O impasse sobre qual das convenções e chapas terá validade legal segue pendente de validação definitiva pela Justiça Eleitoral.
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