A Guarda Civil espanhola instalou uma barreira flutuante pneumática de 500 metros no quebra-mar de Tarajal, no enclave de Ceuta, para conter travessias irregulares a nado procedentes do Marrocos. A medida emergencial segue-se a um fluxo sem precedentes no qual cerca de 50 mil a 60 mil pessoas cruzaram a fronteira em 48 horas, resultando na morte de pelo menos 67 migrantes. Embora mais de 48 mil pessoas já tenham retornado ao território marroquino sob coordenação bilateral, a crise geopolítica escalou no âmbito da União Europeia, provocando apelos por reuniões de emergência do bloco e a suspensão temporária dos acordos do Espaço Schengen pela Itália, contestada pelo primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez.
Dispositivo Marítimo de Segurança: A nova barreira pneumática, posicionada no quebra-mar de Tarajal, projeta-se entre 30 e 70 centímetros acima da água e estende-se até um metro de profundidade, operando de forma integrada a uma linha de boias navais ancoradas com um canal exclusivo para patrulhamento da Guarda Civil.
Dimensão do Fluxo e Repatriamentos: A entrada massiva registrada a partir de quinta-feira (30) mobilizou Forças Armadas e órgãos policiais. Mais de 48 mil dos 50 mil migrantes contabilizados já foram reconduzidos ao Marrocos em ações conjuntas.
Balanço Humanitário e Tragédia: A travessia em massa resultou na morte de ao menos 67 pessoas, com registros de afogamentos nas águas do Mediterrâneo e esmagamentos durante as tentativas de transpor o quebra-mar e as cercas fronteiriças.
Convocação de Reunião de Emergência da UE:
Controvérsia e Retaliação Italiana: O governo da Itália decretou a suspensão unilateral dos acordos de livre circulação do Espaço Schengen com a Espanha por um mês, provocando duras críticas do premiê Pedro Sánchez contra atitudes classificadas por ele como polarizadoras e prejudiciais ao bloco.
Controles Fiscais e Regras de Regularização: O Ministério das Relações Exteriores da Espanha reforçou que migrantes em Ceuta não possuem autorização para avançar para o continente europeu, mantendo checagens policiais rigorosas em portos e aeroportos, e rechaçou que o programa nacional de regularização migratória tenha determinado o aumento atípico do fluxo.
"No atual contexto internacional, a UE não pode se dar ao luxo desse tipo de reação egoísta, polarizadora e ilegal."
— Pedro Sánchez, primeiro-ministro da Espanha, em crítica à suspensão unilateral dos acordos de Schengen anunciada pela Itália.
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