As seis principais centrais sindicais do país (CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB e NCST) entregaram ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) um documento conjunto com diretrizes para mitigar os impactos das sobretaxas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. A proposta condiciona a concessão de crédito estatal e programas de socorro financeiro à garantia de manutenção dos postos de trabalho pelas empresas beneficiadas. O plano contempla ainda o fortalecimento do BNDES, a aplicação de políticas de conteúdo local via compras públicas e a busca por novos mercados exportadores. Paralelamente, o Executivo federal avança no contencioso internacional, tendo formalizado um pedido de consultas contra os EUA na Organização Mundial do Comércio (OMC).
Exigência de Contrapartida Social: As entidades defendem que a manutenção formal do quadro de empregados e o combate à precarização do trabalho sejam requisitos obrigatórios para que empresas afetadas acessem linhas de socorro e incentivos fiscais.
Incentivo à Produção e Compras Públicas: O documento propõe o uso do poder de compra do Estado e o fortalecimento de políticas de conteúdo local para alavancar a indústria nacional, aliados a investimentos públicos em infraestrutura social e produtiva.
Aporte do BNDES e Diversificação Comercial: O plano cobra a ampliação da capacidade de financiamento do BNDES e uma ofensiva diplomático-comercial para abrir novos mercados e redirecionar as exportações dos setores atingidos pelas barreiras norte-americanas.
Mecanismos de Transição e Revisão da Lei de Patentes: As centrais sugerem a criação de fundos de compensação para trabalhadores vitimados pelas oscilações do comércio internacional, a revisão da Lei de Patentes para conter abusos de propriedade intelectual e o fortalecimento do Mercosul.
Apoio à Lei de Reciprocidade: O movimento sindical declarou suporte integral às medidas do governo brasileiro e à aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso Nacional em 2025.
Questionamento Formal no Sistema de Solução de Controvérsias: Na esfera diplomática, o Brasil encaminhou documento à OMC classificando as tarifas dos EUA como violadoras das regras do Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT 1994) e denunciando tratamento discriminatório frente a outros membros do organismo.
"Esse modelo de desenvolvimento deve estar estruturado na geração e proteção de empregos, no combate à precarização do trabalho e no fortalecimento da capacidade de consumo das famílias por meio da valorização da renda do trabalho."
— Manifesto Conjunto das Centrais Sindicais (CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB e NCST), entregue ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
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