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Defesa de Bolsonaro afirma ao STF que ex-presidente não autorizou uso de inteligência artificial em convenção partidária

Por Redação TV SDB
30/07/2026 - Atualizado às 15:32


Imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou manifestação junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para esclarecer que não houve autorização para a criação ou veiculação de um vídeo desenvolvido por inteligência artificial (IA) exibido na convenção nacional do PL. O material simulava um pronunciamento do ex-mandatário em apoio à pré-candidatura de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, à Presidência da República. A resposta atende a um pedido de explicações determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, que investiga potenciais violações às medidas cautelares da prisão domiciliar de Bolsonaro e o descumprimento das normas eleitorais relativas ao uso de deep fakes.

Despacho do STF, Restrições e Regras para Deep Fakes

  • Determinação de Esclarecimento: O ministro Alexandre de Moraes estabeleceu prazo de 48 horas para a manifestação, ressaltando que Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e está proibido de divulgar manifestações de teor político-eleitoral, inclusive por meio de terceiros.

  • Vedações da Justiça Eleitoral: O relator ponderou que, sem a devida concordância, a simulação audiovisual pode configurar deep fake — prática vedada pelas resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para associação artificial de voz e imagem a campanhas.

  • Riscos de Sanções: A apuração busca identificar se o episódio caracterizou dolo por parte do ex-presidente na burla de suas restrições judiciais ou se restringe a uma infração regulatória cometida pelos organizadores do evento partidário.

Argumentação da Defesa e Histórico de Uso de Imagem

  • Impossibilidade de Contato e Autorização: Os advogados alegaram a inviabilidade de qualquer anuência, visto que Flávio Bolsonaro cumpre proibição de visitas ao pai por 90 dias — além de o ex-presidente estar com o direito de visitas suspenso por 30 dias em função da divulgação prévia de uma carta nas redes sociais.

  • Praxe na Atuação Familiar: A petição ressaltou que os filhos de Bolsonaro historicamente utilizam fotografias, discursos, entrevistas e declarações públicas do pai para a atividade político-partidária, em dinâmica contínua e sem necessidade de autorizações formais pontuais.

  • Desvinculação do Ex-Presidente: A peça busca isentar Jair Bolsonaro da responsabilidade direta pela produção e exibição do vídeo sintetizado, atribuindo a veiculação às decisões da organização da convenção do PL.

"Seus filhos sempre utilizaram sua imagem pública no âmbito da atividade político-partidária, reproduzindo fotografias, gravações, pronunciamentos, discursos, entrevistas e demais manifestações públicas, prática notória, contínua e jamais objeto de qualquer oposição por parte do titular desse direito."

— Defesa de Jair Bolsonaro, em petição encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF).



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