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Dólar recua para R$ 5,10 e Ibovespa cede com divisão no Fed e escalada militar no Oriente Médio

Por Redação TV SDB
30/07/2026 - Atualizado às 15:00


Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil

O mercado financeiro reagiu nesta quarta-feira (29) à decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) de manter a taxa de juros dos Estados Unidos no intervalo entre 3,50% e 3,75%. A sinalização de um tom mais moderado pelo presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, aliada ao diferencial de juros (carry trade), fortaleceu o real, levando o dólar a fechar em queda de 0,27%, cotado a R$ 5,108. Em contrapartida, a divisão interna no colegiado do Fed e a alta da aversão global ao risco pressionaram a B3, com o Ibovespa recuando 1,52%, aos 173.885 pontos. 

O cenário global foi fortemente impactado pela retomada dos confrontos entre Estados Unidos e Irã, evento que fez a cotação do petróleo disparar mais de 7% e amorteceu perdas do índice brasileiro via papéis da Petrobras.

Decisão do Fed, Dinâmica Cambial e Fluxo Financeiro

  • Manutenção da Taxa e Divisão no Comitê:   O Fed preservou a taxa básica na faixa de 3,50% a 3,75%. O placar de 9 votos a 3 expôs divergências internas, com os dirigentes Beth Hammack, Neel Kashkari e Lorie Logan defendendo uma elevação imediata de 0,25 ponto percentual.

  • Comunicação do Banco Central Americano:    Apesar de reafirmar o compromisso inflexível com a meta de inflação de 2%, o presidente Kevin Warsh destacou sinais favoráveis no comportamento dos preços e atribuiu pressões recentes a choques de oferta, aliviando a cotação do dólar no mercado internacional.

  • Desempenho do Câmbio Doméstico: O dólar à vista encerrou a R$ 5,108 (-0,27%), tendo atingido a mínima intradiária de R$ 5,09. O movimento refletiu o apetite por carry trade e o fluxo de divisas favorecido pela alta do petróleo, deixando dados locais como o Caged e o superávit comercial em segundo plano.

Desempenho da B3, Geopolítica e Salto do Petróleo

  • Retração no Mercado Acionário: O Ibovespa caiu 1,52% (173.885 pontos), alinhado ao recuo das bolsas de Nova York (S&P 500: -1,55%), penalizado principalmente pelo recuo das ações do setor bancário e pela incerteza na trajetória dos juros norte-americanos.

  • Escalada no Oriente Médio: O recrudescimento do conflito militar entre forças dos EUA e grupos apoiados pelo Irã, combinado a declarações do presidente Donald Trump sobre respostas militares e à queda nos estoques norte-americanos, impulsionou a commodity.

  • Cotações e Amortecimento via Petrobras: O barril de petróleo Brent avançou 7,32% (US$ 88,09) e o WTI subiu 6,56% (US$ 84,46). A disparada amparou as ações da Petrobras (PETR3: +2,35%; PETR4: +1,92%), reduzindo a magnitude da queda do Ibovespa.



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