A obra Pelos Olhos de Orides (Editora Hedra) foi apresentada durante a 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) como uma iniciativa para aproximar as novas gerações da poesia moderna brasileira. O livro adapta versos da poeta paulista Orides Fontela — autora homenageada desta edição do festival —, combinando elementos cotidianos, reflexões sobre a natureza e projetos gráficos lúdicos para instigar a curiosidade e o senso de observação nas crianças. O lançamento esteve articulado às diretrizes do Programa Educativo do evento, que promoveu a integração de milhares de estudantes da rede pública a atividades de incentivo à leitura e mediação cultural.
Aproximação com a Natureza e o Cotidiano: O volume reúne poemas focados em elementos simples do ambiente — como pássaros, nuvens e rios —, traduzidos sob uma perspectiva contemplativa que convida os leitores infantis ao silêncio e à observação investigativa.
Ilustrações com Foco em Interpretação Livre: A artista visual Cynthia Cruttenden adotou um projeto gráfico baseado em formas abstratas, cores intensas e movimento, evitando representações literais para dar autonomia à imaginação e às perguntas das crianças.
Formação do Pensamento Crítico e Afetivo: Especialistas e educadores, como o escritor André Gravatá, ressaltam que o contato precoce com a linguagem poética amplia o repertório vocabular, exercita a ludicidade e fortalece o desenvolvimento socioemocional na infância.
Massa de Atendimento do Programa Educativo: As ações voltadas às infâncias e juventudes no festival (Flipinha, FlipZona e FlipEduca) somaram mais de 15 mil participações gratuitas ao longo de quatro dias de programação na cidade de Paraty (RJ).
Democratização de Acesso via Circuito Cultural: O Instituto Motiva viabilizou a presença de cerca de 270 crianças e adolescentes de comunidades locais no festival, integrando um projeto que pretende impactar mais de 3 mil alunos das redes públicas de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia em 2026.
Integração de Equipamentos e Festivais: A articulação entre secretarias públicas, entidades da sociedade civil e eventos literários é apontada como pilar estratégico para fortalecer o sentimento de pertencimento cultural e democratizar o acesso a bens literários no país.
"Ao conectar as crianças e os jovens a museus, festivais literários e espaços culturais, a gente busca ampliar repertórios, fortalecer o senso de pertencimento e contribuir para a formação de cidadãos mais críticos, criativos e preparados para construir seus próprios projetos de vida."
— Jéssica Trevisam, gerente do Instituto Motiva, ao avaliar o impacto social das ações de mediação cultural voltadas a estudantes da rede pública.
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