Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu a província de Kumamoto, no sudoeste do Japão, na tarde de terça-feira (28), deixando ao menos 18 mortos, dezenas de desaparecidos e graves danos estruturais. O balanço foi confirmado pela primeira-ministra Sanae Takaichi. O abalo sísmico atingiu o nível máximo da escala sísmica japonesa e provocou o colapso de edifícios, focos de incêndio e desrupção no fornecimento de água e energia elétrica. As operações de emergência priorizam as buscas por sobreviventes sob os escombros de um grande shopping center e de uma fábrica de papel.
Focos das Buscas: Equipes com cerca de 130 policiais, 450 bombeiros e 170 militares atuam no shopping center da rede Aeon, em Kashima — que sofreu uma explosão motivada por vazamento de gás após desabamento parcial de laje —, e na fábrica da Nippon Paper, em Yatsushiro, onde a queda de uma chaminé causou ao menos cinco mortes.
Desabastecimento e Deslocamento: O desastre deixou 36,9 mil residências sem energia elétrica e aproximadamente 84 mil domicílios com interrupções no abastecimento de água. Mais de 9 mil moradores buscaram abrigo em centros de evacuação abertos pelo governo.
Danos aos Transportes e Patrimônio: O tremor provocou o descarrilamento de um trem de carga, o bloqueio de rodovias e a suspensão de trechos do trem-bala Shinkansen, além de acarretar a derrocada parcial do muro histórico do Castelo de Kumamoto, estrutura do século XVII.
Integridade das Usinas e Risco de Réplicas: Autoridades confirmaram a ausência de anormalidades operacionais nas usinas nucleares instaladas na região. Contudo, a Agência Meteorológica do Japão emitiu alerta para a probabilidade de fortes réplicas nos próximos dias.
Cadeia Global de Semicondutores: O epicentro afetou o principal polo de tecnologia do país, conhecido como o "Silicon Valley" japonês. A gigante taiwanesa TSMC informou não ter identificado danos significativos em sua unidade local de fabricação de chips avançados.
Histórico da Região: O evento evoca a sequência de tremores de 2016 em Kumamoto (magnitudes 6,5 e 7,3), que deixou 273 mortos, reafirmando a vulnerabilidade tectônica do arquipélago situado sobre o encontro de quatro placas continentais.
"Os danos foram extensos, provocando desabamentos de edifícios, incêndios e graves estragos às estradas e vias de toda a região afetada."
— Sanae Takaichi, primeira-ministra do Japão, ao avaliar o impacto inicial do abalo sísmico no sudoeste do país.
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