O Sindicato dos Bancários da Bahia promoveu um ato público de mobilização no Centro de Salvador durante o Dia Nacional de Luta em Defesa da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e da mesa única de negociação. Apoiada por um mini trio elétrico, a diretoria da entidade percorreu os bairros do Comércio e da Avenida Sete de Setembro para denunciar à sociedade os impactos do enxugamento de postos de trabalho e do encerramento de agências promovidos por grandes instituições financeiras como Bradesco, Banco do Brasil, Caixa, Itaú e Santander.
Ação nos Principais Corredores Financeiros: O ato direcionou suas mensagens a funcionários e clientes localizados nos dois maiores polos bancários da capital baiana, cobrando a preservação de empregos e a manutenção da estrutura física de atendimento.
Defesa da Negociação Unificada: A mobilização buscou blindar a Convenção Coletiva de Trabalho e a mesa única de negociação contra tentativas de fragmentação do diálogo trabalhista por parte dos bancos.
Impacto no Comércio e Exclusão Financeira: A liderança sindical apontou que o fechamento de unidades desfalca a economia dos bairros, reduz a circulação de clientes no comércio local e penaliza a parcela da população que não possui acesso ou familiaridade com canais digitais.
Contraste com Lucro Recorde: O sindicato ressaltou a assimetria entre a eliminação de postos de trabalho e os resultados financeiros das instituições bancárias, que contabilizaram um lucro líquido combinado de R$ 124 bilhões no exercício de 2025.
Apoio ao Fim da Escala 6x1: Além da pauta específica dos bancários, a manifestação incorporou a defesa do fim da jornada em regime 6x1 e a redução geral da carga horária semanal sem perda salarial.
Qualidade do Serviço: A entidade vinculou diretamente a valorização das condições de trabalho da categoria à preservação da qualidade no atendimento prestado à população.
"A sociedade também é vítima do sistema financeiro que, mesmo após registrar R$ 124 bilhões de lucro em 2025, retira direitos, elimina empregos e precariza o atendimento."
— Elder Perez, presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, ao criticar o processo de reestruturação das instituições financeiras.
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