tvserradosbrindesoficial@gmail.com

Ministério da Saúde estuda incorporar PrEP injetável de ação prolongada ao SUS até o fim do ano

Por Redação TV SDB
28/07/2026 - Atualizado às 15:06


Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Ministério da Saúde formalizará na próxima semana o pedido de incorporação do cabotegravir — medicamento de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) injetável contra o HIV aplicado a cada dois meses — junto à Comissão Nacional de Incorporação de Novas Tecnologias no SUS (Conitec). A iniciativa visa ampliar a adesão ao tratamento preventivo no sistema público de saúde, complementando o esquema diário de comprimidos orais. Enquanto as negociações de preço com a farmacêutica GSK avançam favoravelmente, o governo brasileiro descartou a aquisição do lenacapavir (aplicação semestral) devido aos custos considerados inviáveis cobrados pela fabricante Gilead.

Submissão à Conitec, Eficácia e Desempenho do Cabotegravir

  • Tramitação e Avaliação Econômica: O pedido passará pela análise de custo-benefício da Conitec antes de receber a decisão final do Ministério da Saúde quanto ao volume de doses e contrato de fornecimento com a GSK.

  • Adesão Superior ao Esquema Oral: Estudo da Fiocruz demonstrou que 83% dos voluntários preferiram a modalidade injetável em comparação à pílula diária (utilizada por mais de 350 mil pessoas no país), registrando 94% de pontualidade nas doses e nenhuma infecção ao longo do acompanhamento.

  • Altos Índices de Proteção: Ensaios de vida real conduzidos pela ViiV Healthcare e GSK indicaram que o cabotegravir reduziu a taxa anual de infecção pelo vírus HIV para apenas 0,1%.

Impasse Comercial com o Lenacapavir e Cenário Internacional

  • Rejeição por Custos Elevados: O governo recusou a proposta para inclusão do lenacapavir (proteção por seis meses), argumentando que o preço exigido comprometeria o orçamento público, mesmo após o Brasil aceitar pagar até dez vezes o valor fixado para nações de perfil socioeconômico similar.

  • Exclusão de Licença para Genéricos: Embora o Brasil tenha sido campo de ensaios clínicos da droga, o país foi excluído do acordo de licenciamento voluntário da Gilead para produção de genéricos em 120 países, decisão alvo de críticas do Unaids.

  • Memorando para Produção Local: A Gilead assinou um memorando de entendimento com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para prospectar oportunidades de transferência tecnológica e fabricação local de longo prazo.

"Mesmo o Brasil se dispondo a pagar até 10 vezes o valor que foi oferecido a países similares ao nosso, como Indonésia e Tailândia, a indústria ainda disse que não pode oferecer para o sistema nacional público com esse valor. Então nós não pagaremos."

— Alexandre Padilha, Ministro da Saúde, ao justificar a recusa na compra do lenacapavir por divergências orçamentárias com a farmacêutica.



Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.


Logo player Rádio ao vivo