O forte temporal que atingiu a região de Ribeirão Preto (SP) provocou uma morte, deixou centenas de famílias deslocadas e causou severos danos à infraestrutura urbana e às redes de transmissão de energia elétrica. Diante da extensão dos estragos nas redes de saúde e educação, a concessionária CPFL Paulista atua na reconstrução de torres e postes, enquanto o governo federal oficializou a liberação de recursos de emergência e o saque de até 50% do FGTS para os moradores afetados.
Apagão Regional: A CPFL Paulista atua na restauração do serviço para 2% dos imóveis afetados em Ribeirão Preto e cerca de 15 mil residências nas cidades vizinhas — com situação mais crítica no município de Guariba (13 mil imóveis sem luz), além de Taquaritinga e Dumont.
Reconstrução de Grande Porte: As equipes concentram esforços na substituição de mais de 250 postes destruídos e na reconstrução de 54 torres de transmissão derrubadas por rajadas de vento de até 70 km/h.
Prejuízos em Prédios Públicos: A Prefeitura de Ribeirão Preto contabilizou danos em 41 escolas (cinco com avarias severas) e 29 equipamentos de saúde — incluindo 20 Unidades Básicas de Saúde (UBS). Os custos de reparo superam o orçamento disponível na administração municipal.
Vítimas e Deslocados: A Defesa Civil confirma um óbito decorrente da queda de uma estrutura sobre uma residência e uma pessoa ferida. Até o momento, registram-se 370 famílias desalojadas e duas desabrigadas.
Atendimento de Emergência: O Corpo de Bombeiros prestou socorro em aproximadamente 250 ocorrências relacionadas a destelhamentos, quedas de árvores, alagamentos e bloqueios de vias públicas.
Reconhecimento de Emergência: Em visita à região, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, confirmou o envio de aportes financeiros diretos às prefeituras para aquisição de ajuda humanitária (alimentos, colchões e kits de higiene) e recuperação de habitações e prédios públicos.
Liberação de Recursos Trabalhistas: Trabalhadores e famílias atingidas nos municípios afetados poderão solicitar junto à Caixa a liberação de até 50% dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
"O governo não manda a cesta de alimentos, não manda o colchão, ele manda o dinheiro e deposita para a prefeitura. Quem faz as compras é o município."
— Geraldo Alckmin, vice-presidente da República.
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