A inauguração de dois novos pontos de apoio à saúde na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Uacari, no município de Carauari (AM), passou a garantir acesso à Atenção Primária e telemedicina para cerca de 4,7 mil moradores de 56 comunidades ribeirinhas. A iniciativa reduz deslocamentos que antes levavam até três dias de navegação pelo Rio Juruá para a realização de consultas básicas, vacinação e acompanhamento pré-natal na zona urbana.
Redução de Deslocamentos e Custos: A instalação das unidades nas regiões de Bauana e Campina substitui trajetos de até 72 horas em pequenas embarcações (rabelas) — que custavam centenas de reais em combustível — por viagens de poucos minutos entre as comunidades vizinhas.
Otimização do Resgate de Emergência: A oferta de atendimento presencial e de triagem local já evitou o acionamento desnecessário de ambulanchas da Prefeitura de Carauari para casos de baixa e média complexidade, como ferimentos leves e infecções respiratórias.
Ampliação da Cobertura de Saúde: Moradores passam a contar com pré-natal regular, atualização vacinal infantil, tratamento de doenças crônicas (como hipertensão) e atendimento odontológico sem a necessidade de deslocamento para a sede do município.
Arranjo em Parceria Público-Privada: Denominado SUS na Floresta, o projeto integra o programa Juntos pela Saúde. É executado pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS) em parceria com o BNDES e a Umame, sob gestão do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) e apoio técnico da Prefeitura de Carauari e da Secretaria do Meio Ambiente do Amazonas.
Integração Plena à Rede Pública: As estruturas operam de forma complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS), utilizando profissionais vinculados às equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF).
Conectividade e Telessaúde: Cada ponto conta com consultórios para atendimento presencial e remoto, sala de triagem, consultório odontológico, conectividade via satélite e alojamento para as equipes místicas de saúde.
"O SUS na Floresta é uma iniciativa que busca adaptar e fortalecer a Atenção Primária à Saúde em comunidades ribeirinhas e tradicionais da Amazônia, considerando os grandes deslocamentos, a sazonalidade dos rios, a baixa disponibilidade de profissionais e as particularidades culturais desses territórios."
— Guilherme Sylos, diretor de prospecção e parcerias do IDIS.
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