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Gasolina sobe 5,9% nas bombas mesmo sem reajuste da Petrobras

Por Redação TV SDB
25/03/2026 - Atualizado às 20:47


Imagem: Foto: Dusan Petkovic/Adobe Stock

O preço da gasolina voltou a acelerar nos postos de combustíveis em todo o Brasil, atingindo uma média de R$ 6,65 por litro na última semana de março. O movimento intriga o consumidor, uma vez que a Petrobras não anunciou nenhum reajuste oficial em suas refinarias desde janeiro — quando, inclusive, houve uma redução de 5,2%.

De acordo com o levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo (ANP), a escalada começou junto com o agravamento das tensões geopolíticas envolvendo o Irã, no final de fevereiro.

A Escada de Preços em Março

Os dados da ANP mostram uma trajetória de alta contínua nas últimas quatro semanas:

  • 28 de fevereiro: R$ 6,28 (início do conflito).

  • 07 de março: R$ 6,30.

  • 14 de março: R$ 6,46.

  • 21 de março: R$ 6,65.

A alta acumulada no período é de aproximadamente 5,9%. O diesel também seguiu a tendência de subida, chegando a um preço médio de R$ 7,65 após um reajuste de 11,6% nas refinarias no último dia 13 de março.

Por que sobe se a Petrobras não aumentou?

Especialistas explicam que a Petrobras não é mais a única baliza de preços no país. Dois fatores principais explicam o aumento atual:

  1. Refinarias Privadas e Distribuição: Parte do parque de refino brasileiro está sob controle privado, permitindo ajustes independentes da estatal. Além disso, as distribuidoras repassam as variações do custo de importação e logística.

  2. Etanol Anidro: Cerca de 26% da gasolina comum é composta por etanol anidro. Oscilações no preço deste componente influenciam diretamente o valor final na bomba.

  3. Cenário Global: O preço do barril de petróleo disparou no mercado internacional devido à incerteza sobre o fornecimento de energia após os ataques e bloqueios no Golfo Pérsico.

Impacto na Inflação

O aumento dos combustíveis é um dos principais "vilões" da inflação. Para o IPCA-15 (prévia da inflação), que será divulgado nesta quinta-feira (26), o impacto deve ser limitado, já que a coleta dos dados ocorreu quando os preços ainda estavam mais baixos.

No entanto, economistas alertam que o IPCA cheio de março, a ser divulgado em abril, deve registrar um salto significativo. Analistas preveem que a gasolina sozinha possa contribuir com uma alta entre 2,8% e 3,5% no índice mensal, pressionando o custo de vida geral.

Perspectivas

Embora a Petrobras mantenha seus preços estáveis por enquanto, a pressão do mercado internacional é forte. Donos de postos e revendedores afirmam que o ajuste nas bombas é uma necessidade para recompor as margens diante do custo mais alto de aquisição do produto junto às distribuidoras.



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