Solidão Causa quase 1 milhão de mortes por ano e é epidemia global
Por Redação TV SDB
10/09/2025
- Atualizado às
17:41
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Um relatório alarmante da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou que a solidão é um fator de risco tão grave quanto o tabagismo, sendo responsável por cerca de 1 milhão de mortes anualmente, o que equivale a 100 óbitos a cada hora. O documento, divulgado com o objetivo de conscientizar os países, pede que a solidão seja tratada como uma questão de saúde pública global e destaca o impacto devastador da falta de conexões sociais na saúde física e mental.
O problema afeta hoje uma em cada seis pessoas no mundo, sendo mais prevalente em nações em desenvolvimento, onde a solidão atinge uma em cada quatro pessoas. O relatório aponta que a falta de vínculos é especialmente sentida entre os jovens: 21% dos adolescentes de 13 a 17 anos e 17,4% dos jovens de 18 a 29 anos relatam sentir-se solitários. Além disso, grupos minorizados, como pessoas com deficiência, migrantes e a comunidade LGBTQIA+, enfrentam barreiras adicionais de socialização.
Solidão vs. Isolamento Social
A OMS faz uma distinção importante entre solidão e isolamento social. Enquanto o isolamento é a ausência física de contatos, a solidão é o sofrimento emocional decorrente da falta de vínculos significativos.
Pesquisas mostram que a solidão crônica aumenta o risco de doenças cardiovasculares, depressão, ansiedade e declínio cognitivo. Segundo o psiquiatra Luiz Zoldan, do Hospital Israelita Albert Einstein, a solidão ativa mecanismos de estresse que afetam sistemas vitais do corpo e promovem comportamentos prejudiciais, como sedentarismo e abuso de substâncias.
“Relacionamentos sociais influenciam a mortalidade de forma comparável a fatores de risco bem estabelecidos, como o cigarro”, afirma Zoldan. “Pessoas com bons vínculos têm 50% mais chance de sobreviver em comparação às isoladas.”
Para a OMS, o fortalecimento das conexões sociais deve ser uma prioridade nas políticas de saúde pública. “É um tema preponderante que precisa ser tratado com políticas eficazes”, conclui o psiquiatra. O relatório serve como um chamado à ação para que governos e sociedade civil implementem medidas para combater a solidão, promovendo ambientes mais conectados e saudáveis.