A quarta rodada de negociações da campanha salarial da categoria bancária encerrou-se sem avanços na pauta de saúde e prevenção de doenças laborais. Representantes dos trabalhadores acusam a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de estagnar o diálogo ao recusar a correlação entre o modelo de gestão do setor — baseado em metas elevadas e cobranças contínuas — e o aumento dos diagnósticos de transtornos psíquicos entre os empregados.
Os dados apresentados pelas entidades sindicais expõem o impacto da rotina de trabalho no setor bancário:
Afastamentos Previdenciários: Embora representem menos de 1% da força de trabalho formal do Brasil, os bancários correspondem a 25% de todos os afastamentos por transtornos mentais registrados pelo INSS.
Uso de Medicamentos: 40% da categoria fez uso de ansiolíticos, antidepressivos ou outros psicotrópicos no último ano.
Sintomas Declarados:
67% relatam preocupação constante com as demandas do trabalho;
59% convivem com exaustão/cansaço permanente;
47% relatam perda de motivação profissional;
42% enfrentam crises de ansiedade ou síndrome do pânico;
39% registram distúrbios do sono, inclusive nos dias de descanso.
"Não se trata de casos isolados, mas de um problema estrutural, provocado por metas abusivas, pressão permanente e um ambiente de trabalho que adoece. Quem lucra bilhões tem obrigação de cuidar da saúde de quem produz essa riqueza."
— Elder Perez, presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia.
28 de Julho: Convocação de um Dia Nacional de Luta com mobilizações para pressionar o patronato a reconhecer as demandas de saúde;
30 de Julho: Data prevista para a retomada das negociações sobre a pauta de saúde e condições de trabalho.
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