O ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro (63 anos) e sua esposa, Cilia Flores, compareceram nesta quarta-feira (22) ao Tribunal Distrital do Sul de Nova York. Durante a audiência, o juiz federal Alvin Hellerstein definiu que o julgamento do casal por acusações de tráfico de drogas terá início no dia 1º de junho de 2027.
A fixação das datas atendeu a uma solicitação conjunta apresentada pela promotoria e pela defesa:
17 de Novembro (2026): Audiência destinada à argumentação da defesa, liderada pelo advogado Barry Pollack, que solicitará o arquivamento do caso sob a alegação de imunidade de jurisdição por Maduro ser chefe de Estado.
11 de Janeiro de 2027: Prazo final para a segunda rodada de moções legais, após a entrega de provas sigilosas pelos procuradores.
1º de Junho de 2027: Início oficial do julgamento.
O casal está sob custódia nos Estados Unidos desde 3 de janeiro, quando foi capturado em Caracas durante uma operação militar das forças americanas.
Cargas Criminais: Maduro responde a quatro acusações graves — conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e artefatos explosivos, e conspiração para posse do mesmo armamento. Se condenado, pode pegar prisão perpétua.
Alegações do Réu: Maduro declara-se inocente e autodenomina-se "prisioneiro de guerra".
Financiamento da Defesa: O custeio da equipe jurídica pelo governo venezuelano foi liberado em abril pelo governo dos EUA, após flexibilização pontual das sanções econômicas impostas ao país.
Logística da Audiência: Maduro e Cilia Flores foram transferidos do centro de detenção no Brooklyn em um comboio de mais de 10 veículos blindados. O ex-ditador vestia uniforme prisional bege e entrou no tribunal sob escolta armada. Na parte externa, manifestantes favoráveis e contrários ao regime realizaram atos paralelos.
Cenário na Venezuela: A ex-vice-presidente Delcy Rodríguez exerce a presidência interina no país e mantém interlocução com a administração americana. Atualmente, as receitas decorrentes das exportações do petróleo venezuelano são depositadas em contas sob supervisão direta de Washington.
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