O Ministério das Relações Exteriores (MRE) atualizou suas recomendações de viagem em função do recente agravamento dos conflitos na região. O alerta consular desencoraja deslocamentos e reforça os cuidados para os brasileiros que já estão no Oriente Médio.
Evitar qualquer viagem: Irã, Israel, sul do Líbano, Faixa de Gaza (Palestina) e Iêmen.
Evitar viagens não essenciais: Cisjordânia (Palestina), Síria, Iraque, Líbano, Jordânia, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Arábia Saudita.
Conexões aéreas: O governo informou que, até o momento, não há restrições ativas para voos de escala ou conexão nesses países.
Para os cidadãos que já se encontram nas áreas afetadas, o Itamaraty orienta acompanhar os canais oficiais das embaixadas brasileiras e seguir as regras das autoridades locais, com destaque para:
Segurança e restrições de registro: Evitar protestos e aglomerações. É fundamental não filmar ou fotografar instalações, veículos e agentes militares, tampouco locais de ataques. A legislação local pode interpretar esse tipo de registro — ou postagens em redes sociais sobre o conflito — como ameaça à segurança nacional, sujeito a detenção.
Cuidados práticos: Confirmar as condições de segurança antes de sair de casa, conferir se o passaporte tem no mínimo seis meses de validade e tratar do reagendamento de voos cancelados diretamente com as companhias aéreas.
As novas orientações ocorrem em um momento de rápida deterioração do cenário geopolítico regional:
Ofensivas iranianas: A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) declarou ter atacado o centro de dados da Amazon no Bahrein — ação confirmada pelos militares locais —, além de mirar radares e sistemas de defesa dos EUA na Base Aérea de Jaber (Kuwait) e em posições na Jordânia.
Resposta dos EUA: O Comando Central norte-americano realizou retaliações contra bases militares, posições de mísseis/drones e defesas aéreas iranianas. O presidente Donald Trump também fez ameaças diretas ao complexo nuclear iraniano de Montanha Pickaxe, próximo a Natanz.
Reflexo no mercado de energia: A crise e o enfraquecimento das negociações diplomáticas entre Washington e Teerã provocaram reação imediata no mercado de petróleo, impulsionando a cotação do barril de Brent para cerca de US$ 90 após uma alta de 2%.
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