O dólar comercial voltou a registrar queda na terça-feira (21 de julho de 2026), fechando cotado a R$ 5,073 (-0,31%) — o menor nível de encerramento em pouco mais de um mês. A valorização do real foi sustentada pela combinação entre o diferencial de juros domésticos favorável e o encarecimento das commodities energéticas no exterior. Por outro lado, o Ibovespa encerrou o dia em estabilidade virtual (-0,03%, aos 173.325,65 pontos), sustentado pela alta das ações da Petrobras.
O mercado cambial brasileiro demonstrou resiliência diante da volatilidade internacional e do cenário geopolítico:
Desempenho da Moeda: Com a queda de 0,31% na sessão, o dólar acumula recuo de 0,73% na semana, 1,73% no mês e 7,57% no acumulado do ano. O real teve o segundo melhor desempenho entre as divisas emergentes no dia, atrás apenas do peso colombiano.
Pilares de Sustentação: A manutenção das taxas de juros elevadas no Brasil continua atrativa para operações de carry trade (tomada de recursos em moedas de juros baixos para aplicação em renda fixa nacional). Adicionalmente, a alta do petróleo melhora os termos de troca do país, reforçando o fluxo cambial positivo.
A escalada do conflito no Oriente Médio reacendeu temores sobre a oferta global da commodity e impactou diretamente os ativos da Bolsa brasileira:
Escalada das Cotações: O barril de petróleo tipo Brent (para setembro) subiu 2%, atingindo US$ 91,01, enquanto o WTI avançou 2,25%, cotado a US$ 84,34. Os preços foram impulsionados por ofensivas militares entre Estados Unidos e Irã, o bloqueio no Estreito de Ormuz e ameaças do grupo Houthi à navegação no Estreito de Bab-el-Mandeb.
Sustentação do Índice: Acompanhando o avanço da commodity, os papéis da Petrobras registraram ganhos (PETR3 +1,43% e PETR4 +1,24%), amortecendo perdas mais intensas no Ibovespa.
Descolamento do Exterior: O pregão brasileiro destoou de Nova York, onde as bolsas fecharam em alta lideradas pelo setor de tecnologia. O mercado local foi pressionado pela cautela dos investidores e por uma liquidez reduzida, com giro financeiro de R$ 17,9 bilhões (abaixo da média anual).
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