O dólar comercial voltou a fechar em queda nesta segunda-feira (20 de julho de 2026), encerrando cotado a R$ 5,089 (-0,42%), sustentado pela elevada diferença de juros entre o Brasil e os Estados Unidos e pela valorização das commodities energéticas. No entanto, a alta das ações da Petrobras não garantiu fôlego suficiente para o Ibovespa, que recuou 0,20%, aos 173.371,35 pontos, engatando sua quarta sessão consecutiva no vermelho sob a pressão do setor de mineração e das oscilações no cenário geopolítico internacional.
O movimento da moeda estadunidense ao longo da sessão refletiu fatores locais de liquidez e ajustes de risco internacional:
Acumulado e Cotação: Com o fechamento a R$ 5,089, o dólar amplia sua retração para -1,42% no acumulado de julho e atinge uma desvalorização de 7,28% frente ao real no decorrer de 2026.
Diferencial de Juros: O elevado diferencial de taxas de juros entre o mercado brasileiro e a economia norte-americana continuou sustentando operações de carry trade, atração na qual investidores captam recursos em moedas de menor rendimento para aplicar em ativos brasileiros.
Apoio do Petróleo e Superávit: O avanço da cotação do petróleo fortaleceu as expectativas de entrada de divisas no país via exportações. A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 526,3 milhões na terceira semana de julho, impulsionada pelo crescimento de 6,7% nos embarques da indústria extrativa.
Alívio Diplomático Temporário: Após operar acima de R$ 5,11 na abertura, a divisa perdeu força com a notícia de que mediadores internacionais haviam apresentado propostas para reduzir os atritos entre os EUA e o Irã, diminuindo momentaneamente a busca por proteção em dólar.
A bolsa brasileira operou em terreno positivo pela manhã, mas virou para queda no decorrer da tarde diante da cautela externa:
Recuo do Índice: O Ibovespa chegou a ultrapassar a marca dos 174 mil pontos no início do dia, mas perdeu tração e encerrou em queda após novas declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, endurecendo o tom contra o governo iraniano.
Desempenho das Ações: O recuo nos papéis das grandes mineradoras pesou sobre o índice, anulando os ganhos obtidos pela Petrobras, que acompanhava a alta das cotações internacionais de energia.
Mercado de Commodities: Os contratos futuros do barril de petróleo Brent fecharam em alta de 1,27%, a US$ 89,22 (chegando a superar brevemente US$ 91), enquanto o WTI subiu 0,85%, a US$ 82,48. O mercado manteve no radar as ameaças dos rebeldes houthis de bloquear rotas no Mar Vermelho e restrições no tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz.
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