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Médica Investigada por Fraude de R$ 27 Milhões em Mato Grosso do Sul Deixa a Prisão após Pagar Fiança

Por Redação TV SDB
21/07/2026 - Atualizado às 13:29


Imagem: Reprodução

A médica Olívia Paroschi Jafar deixou a prisão no sábado (18 de julho de 2026) após obter habeas corpus com arbitramento de fiança. Ela permaneceu detida por mais de dez dias no âmbito da Operação Gutenberg, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco/MPMS) para desarticular uma organização criminosa suspeita de desviar R$ 27 milhões públicos na venda de livros paradidáticos a prefeituras de Mato Grosso do Sul.

Medidas Cautelares, Fiança e Posicionamento da Defesa

A revogação da prisão preventiva ocorreu sob a imposição de regras de monitoramento e restrições judiciais:

  • Condições de Liberdade: A Justiça determinou a instalação de tornozeleira eletrônica, a obrigatoriedade de comparecimento a todos os atos do processo e a proibição absoluta de manter contato com os demais investigados e familiares presos. O valor da fiança paga não foi divulgado pelos advogados.

  • Argumentação da Defesa: Em nota oficial, a defesa sustentou que o Poder Judiciário reconheceu que a médica não integrava o núcleo de comando nem desempenhava funções administrativas nas empresas investigadas. Argumentaram ainda que sua atuação profissional restringe-se à medicina e que seus contratos não possuem ligação com os fatos apurados.

Operação Gutenberg: Venda de Livros e Coerção via Leitos do SUS

As investigações do Ministério Público apontam uma complexa engrenagem de corrupção que misturava contratos educacionais e regulação de saúde pública:

  • Estrutura Familiar ("Clã Jafar"):    A organização seria liderada pela mãe da médica, a empresária Rossana Paroschi Jafar, ao lado dos filhos Felipe e Giovanni Paroschi Jafar, que permanecem presos. O grupo teria herdado e expandido a estrutura de contratos de materiais didáticos com prefeituras.

  • Saúde como "Moeda de Troca":   O esquema contava com o apoio de servidores da Secretaria de Estado de Saúde de MS, como o então coordenador de regulação Ed Carlo Britto Burgatt.    A liberação de vagas hospitalares, exames e cirurgias para munícipes era utilizada para pressionar prefeitos a firmar contratos com a Editora Avante por inexigibilidade de licitação.

  • Direcionamento de Verbas: O MPMS detalhou que os investigados orientavam gestores sobre como simular exclusividade técnica para burlar concorrências públicas, pulverizando posteriormente os R$ 27 milhões recebidos em diversas contas bancárias para ocultar a origem ilícita dos recursos.



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