Os casos de Vírus Sincicial Respiratório (VSR), um dos principais agentes causadores da bronquiolite em lactentes e crianças pequenas, estão apresentando uma tendência de recuo na maior parte do território nacional. A informação foi consolidada no novo Boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (16 de julho de 2026) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
De acordo com o relatório de monitoramento laboratorial, essa desaceleração do VSR foi o fator determinante para a redução global das internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na faixa etária de até 4 anos.
Apesar do cenário majoritário de queda nas internações infantis, a Fiocruz alerta que o vírus ainda circula com intensidade e mantém indicadores elevados em pontos específicos do país.
Zonas de Alerta: Cinco das 27 unidades da Federação contrariam a média nacional e apresentam índices de SRAG em níveis de alerta ou alto risco, com sinais de crescimento na tendência de longo prazo. São elas: Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Dinâmica nos Demais Grupos: O boletim indica que a queda observada na população de 5 a 14 anos decorre principalmente do recuo nos casos graves de rinovírus. Já entre os jovens, adultos e idosos, a melhoria nos indicadores de internação foi impulsionada pela diminuição dos diagnósticos de influenza A.
Impacto nos Extremos da Vida: A Fiocruz reforça que o impacto das síndromes respiratórias mantém o padrão epidemiológico típico de atingir as pontas da pirâmide etária. Enquanto a maior incidência de casos graves se concentra em crianças de até 2 anos (majoritariamente por VSR), a maior taxa de mortalidade semanal é registrada na população com 65 anos ou mais (causada principalmente pelo vírus influenza A).
O monitoramento da Fiocruz detalha o acumulado de notificações e a prevalência de cada agente viral ao longo do ano de 2026. Até o momento, o Sistema de Vigilância Epidemiológica registrou os seguintes dados:
Total de Notificações de SRAG: 115.203 casos reportados no país.
Perfil dos Diagnósticos: Desse montante, 60.200 casos (52,3%) tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório, 39.743 (34,5%) testaram negativo e 8.218 (7,1%) seguem aguardando o fechamento dos laudos laboratoriais.
Prevalência dos Vírus Identificados: Entre as amostras que testaram positivo no ano, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) lidera isolado com 40,2% dos registros. Ele é seguido pelo rinovírus (30,2%), pela influenza A (20,8%), pela influenza B (4,5%) e pelo Sars-CoV-2/Covid-19 (4,5%).
Diante dos números, os pesquisadores da Fiocruz reforçam a necessidade de manter cuidados preventivos essenciais, como a higienização frequente das mãos, o isolamento voluntário em caso de sintomas gripais e o uso de máscaras ao sair de casa quando o isolamento não for possível. A coordenação do InfoGripe destaca que a medida de proteção mais eficaz e urgente continua sendo manter o calendário vacinal atualizado, especialmente para os vírus com imunizantes já distribuídos na rede do Sistema Único de Saúde (SUS).
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