O ex-ministro da Cidadania, presidente do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado, João Roma, criticou publicamente a recente decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A determinação impõe um veto de 90 dias para que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) visite seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em entrevista concedida nesta terça-feira (14 de julho de 2026), Roma classificou a medida restritiva como "absurda" e argumentou que a atuação de setores do Judiciário tem inflamado a polarização política em vez de pacificar o país.
O dirigente partidário detalhou os pontos pelos quais considera a decisão desproporcional, dividindo suas críticas entre o aspecto humanitário, jurídico e comparativo:
Impacto na Recuperação de Saúde: Segundo Roma, o isolamento forçado imposto a Jair Bolsonaro cria barreiras desnecessárias que prejudicam o seu processo de recuperação física e psicológica.
Dupla Prerrogativa de Flávio: O senador, além de filho do ex-presidente, é parte formalmente constituída de sua equipe de defesa jurídica. Impedir o contato direto afetaria as prerrogativas de articulação da defesa.
Debate de Pré-Campanha: Sobre as cartas recentes escritas pelo ex-presidente, Roma defendeu que os textos são manifestações naturais do debate político partidário inerentes ao período de pré-campanha eleitoral.
Um dos pontos de maior destaque na argumentação de João Roma foi a comparação direta com o período em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve detido na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.
A tese da assimetria: Roma afirmou que o petista, mesmo na condição de condenado e preso à época, dispunha de maior liberdade para receber visitas de familiares, correligionários, advogados e para se comunicar de forma geral com o ambiente político externo do que as restrições cautelares atualmente impostas a Bolsonaro.
Ao concluir sua análise sobre o cenário político-jurídico nacional, o presidente do PL-BA fez um apelo para que os tribunais superiores revisitem a postura adotada nos inquéritos políticos. Para Roma, o papel fundamental da Justiça neste momento de instabilidade deveria ser o de "serenar os ânimos" da sociedade brasileira, adotando medidas que prezem pelo equilíbrio institucional e evitem o prolongamento de tensões sociais.
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