O balanço oficial das vítimas dos devastadores terremotos que atingiram a Venezuela no fim de junho sofreu uma nova e dolorosa atualização. De acordo com o pronunciamento feito neste sábado (11) por Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional venezuelana, o número de mortos confirmados subiu para pelo menos 4.333.
Embora o número de óbitos tenha avançado, os indicadores de feridos e desalojados mantiveram-se estáveis em relação aos últimos levantamentos, desenhando um cenário de severa crise humanitária e habitacional.
Os números coletados pelas agências de gerenciamento de crise venezuelanas demonstram a magnitude do desastre que mobilizou suporte internacional:
Vítimas Fatais: 4.333 mortos (com a nova atualização);
Feridos: 16.740 pessoas recebendo assistência médica;
Desabrigados: Cerca de 17.000 pessoas que perderam suas casas ou foram evacuadas de áreas de risco.
O desastre foi desencadeado por um violento terremoto duplo, com magnitudes registradas em 7,2 e 7,5 na Escala Richter, ocorrido no dia 24 de junho. O epicentro e a força dos tremores castigaram severamente a infraestrutura de La Guaira, uma importante cidade litorânea do país.
🏢 Destruição Urbana: Na região de La Guaira, o abalo comprometeu a estrutura de mais de 800 edifícios. Desse total de imóveis afetados, pelo menos 190 desabaram por completo, soterrando estruturas e transformando bairros inteiros em áreas de entulho, o que demandou semanas de buscas ininterruptas.
Após dias intensos de atuação na linha de frente da catástrofe, os profissionais brasileiros que compunham a missão humanitária do governo federal desembarcaram de volta ao Brasil na última sexta-feira (10).
A operação brasileira em solo venezuelano encerrou suas atividades de campo com um saldo heróico. Segundo informações divulgadas por Armin Braun, diretor do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) — órgão vinculado ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional —, as equipes do Brasil foram diretamente responsáveis pelo resgate de 14 sobreviventes que estavam sob os escombros.
Com o encerramento da fase crítica de buscas e salvamentos, a cooperação entre os dois países entra agora na etapa de suporte logístico médico e planejamento para a reconstrução das moradias destruídas.
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