Há certas conexões no futebol que parecem desafiar o tempo e a distância. O centroavante Gilberto, eternizado como o maior artilheiro da história da Arena Fonte Nova com 30 gols marcados pelo Bahia, reviveu seus dias de carrasco do Ceará de uma maneira bastante inusitada na atual temporada da Série B de 2026.
Mesmo sem um confronto direto contra o Vozão, o veterano camisa 9 ajudou a empurrar a equipe cearense para a temida zona de rebaixamento à Série C. O "crime" aconteceu no último sábado (4), quando Gilberto balançou as redes na goleada acachapante por 5 a 0 do Londrina sobre o CRB. O atropelo do Tubarão fez o time paranaense escalar a tabela e jogou o Alvinegro de Porangabuçu no Z-4.
Aos 37 anos, Gilberto vive uma experiência inédita em sua vasta carreira. Desde que despontou no cenário nacional pelo Santa Cruz em 2011, ele sempre competiu estritamente na elite (Primeira Divisão) quando defendeu clubes brasileiros. Essa sequência foi quebrada neste ano pelo Londrina, que disputa a Série B após ter conquistado o acesso vindo da Terceira Divisão na temporada passada.
Um detalhe de bastidor conecta o atual momento de Gilberto ao seu passado glorioso em Salvador: o Londrina hoje é gerido pela Squadra Sports, um conglomerado multiclubes inspirado no Grupo City e liderado justamente por Guilherme Bellintani, ex-presidente do Bahia e velho conhecido do atacante.
O Ceará ocupa uma posição de destaque na lista de "vítimas favoritas" de Gilberto. Ao longo da carreira, o centroavante enfrentou o Vozão em 13 oportunidades e marcou 7 gols. Entre os clubes que mais sofreram gols do camisa 9, o Ceará só fica atrás de duas potências nacionais:
Flamengo: 9 gols sofridos;
Atlético-MG: 8 gols sofridos;
Ceará: 7 gols sofridos.
O ápice dessa rivalidade regional aconteceu na histórica final da Copa do Nordeste de 2021. Na ocasião, Gilberto marcou o segundo gol do triunfo por 2 a 1 do Bahia em plena Arena Castelão, levando a decisão para os pênaltis, onde o Esquadrão garantiu o tetracampeonato regional.
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