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Defesa de Bolsonaro Explica ao STF Destino de Armamentos Não Localizados pelo Exército

Por Redação TV SDB
08/07/2026 - Atualizado às 21:20


Imagem: Reprodução

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro enviou nesta terça-feira (7) um relatório de esclarecimentos ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento detalha a localização exata de duas armas de fogo registradas em seu nome — uma pistola Glock e uma espingarda — que não haviam sido encontradas pelo Exército durante o cumprimento de uma ordem de busca e apreensão.

A manifestação jurídica visa esclarecer o relatório apresentado na véspera pelo Batalhão de Polícia do Exército (BPE), que informou ter localizado e repassado à Polícia Federal (PF) apenas seis das oito armas que compõem o acervo pessoal do ex-mandatário.

O Destino dos Armamentos Segundo a Defesa

De acordo com a petição protocolada pelos advogados de Bolsonaro, não houve tentativa de ocultação de bens, mas sim situações logísticas e judiciais distintas para cada um dos itens cobrados:

  • A Espingarda (Caxias do Sul - RS): A defesa informou que a arma de cano longo foi um presente recebido pelo ex-presidente. Contudo, ela sequer chegou a ser retirada do estabelecimento original, permanecendo guardada desde então nos estoques de uma empresa importadora de materiais bélicos sediada em Caxias do Sul (RS).

  • A Pistola Glock (Distrito Federal): Os advogados esclareceram que a pistola em questão é o exato armamento que foi pivô da nova crise. Ela havia sido apreendida recentemente por autoridades policiais com um dos seguranças particulares de Bolsonaro e encontra-se retida e acautelada sob a custódia da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

Linha do Tempo: Do Incidente à Resposta no STF

Abaixo, veja a cronologia dos fatos que culminaram na ordem de desarmamento e na resposta da equipe jurídica nos últimos dias:

Ordem de Desarmamento
Sexta-feira (03/07)

O ministro Alexandre de Moraes determina a suspensão do porte de armas de Bolsonaro e manda apreender todo o seu arsenal registrado. A decisão é motivada pela repercussão da apreensão de uma arma com um de seus seguranças privados.

Entrega Parcial do Arsenal
Segunda-feira (06/07)

O Batalhão de Polícia do Exército (BPE) realiza o recolhimento e entrega os armamentos à Polícia Federal. Das oito armas da lista, seis são localizadas e repassadas, deixando o alerta sobre a ausência da pistola e da espingarda.

Protocolo de Esclarecimentos
Terça-feira (07/07)

A equipe jurídica de Bolsonaro envia a manifestação formal ao gabinete de Moraes no STF apontando os endereços e a situação legal dos dois itens que restavam.

Contexto Jurídico e Prisão Domiciliar

Apesar de a Polícia Civil do Distrito Federal ter assinalado que os armamentos do ex-presidente estavam com a documentação em dia e de não ter indiciado Bolsonaro no episódio do segurança, o ministro Alexandre de Moraes adotou uma postura mais rígida. O magistrado fundamentou que a posse de armas de fogo é juridicamente incompatível com a condição de um cidadão que está em pleno cumprimento de pena criminal.

No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo que investiga a articulação de uma trama golpista no país. Pouco tempo após a sentença, ele passou por um procedimento cirúrgico e obteve o direito humanitário de cumprir prisão domiciliar temporária. Atualmente, o ex-presidente permanece em repouso e se recupera de um quadro recente de pneumonia bacteriana.



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