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Dez Policiais Penais são Condenados por Esquema de Facilitação no Presídio de Feira de Santana

Por Redação TV SDB
08/07/2026 - Atualizado às 16:13


Imagem: Sinspeb / Divulgação

A Justiça da Bahia condenou dez policiais penais e outras duas pessoas acusadas de integrar uma organização criminosa que operava de forma estruturada dentro do Conjunto Penal de Feira de Santana. A decisão, proferida nesta segunda-feira (6), atende a uma denúncia formal apresentada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA).

O grupo usava as prerrogativas e o livre acesso dos cargos públicos para facilitar a entrada de drogas, aparelhos celulares e diversos materiais ilícitos destinados aos pavilhões dos detentos.

O Desfecho da Operação Sísifo

As condenações históricas são o resultado direto de um longo trabalho de inteligência coordenado pelo MP-BA por meio da Operação Sísifo, deflagrada em ciclos entre os anos de 2023 e 2024. As investigações interceptaram a engrenagem do esquema e revelaram que a quadrilha não atuava de forma amadora, mas mantinha uma divisão de tarefas clara e rotinas coordenadas para burlar as vistorias e os protocolos de segurança do presídio.

O policial penal Valmir Pereira de Jesus, apontado pelo Ministério Público como o líder e principal articulador da rede de facilitação na unidade de Feira de Santana, recebeu a maior punição do processo, sendo sentenciado a uma pena superior a 28 anos de reclusão.

Lista de Servidores e Cúmplices Condenados

A sentença do Tribunal de Justiça validou a denúncia contra o núcleo de servidores estaduais e também penalizou os colaboradores externos que davam suporte financeiro e logístico à rede de contrabando.

  • Liderança do Esquema: Valmir Pereira de Jesus (Mais de 28 anos de prisão).

  • Policiais Penais Condenados:

    • Vitor Cerqueira de Oliveira

    • Ednilson Santana Mota

    • Isaías Gregório de Miranda Filho

    • Yure Pinheiro Costa

    • Gildo de Lima Almeida

    • Valter Ferreira de Almeida

    • Leandro Calazans Amaral

    • Rosana Souza de Oliveira

    • Luana Priscilla de Jesus Moitinho

  • Núcleo Externo e Financeiro: Emerson Carmo dos Santos e Genivaldo Reis dos Santos. Segundo os autos, um deles atuava diretamente na engrenagem de lavagem de dinheiro e organização criminosa, enquanto o outro foi sentenciado pelo crime de corrupção ativa.

Ato de Improbidade e Perda do Cargo: Além do cumprimento das penas de reclusão em regime fechado, os servidores públicos processados enfrentam os desdobramentos administrativos que determinam a perda definitiva de suas funções no sistema prisional do Estado da Bahia.

O processo agora segue para as fases de recursos processuais por parte das defesas dos réus, enquanto o Ministério Público monitora o cumprimento imediato das medidas restritivas e o andamento das vistorias técnicas para blindar o Conjunto Penal contra novas infiltrações.



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