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Atividade Geológica: Maricá Registra Tremor de Terra de Magnitude 3.0 na Costa do Rio

Por Redação TV SDB
07/07/2026 - Atualizado às 21:35


Imagem: JooHenrique/Adobe Stock

A costa do estado do Rio de Janeiro registrou um novo abalo sísmico na tarde do último sábado (4). O tremor, que atingiu magnitude 3,0, ocorreu às 17h59, a cerca de 60 quilômetros de distância do município de Maricá. Apesar do impacto do anúncio, a Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) classificou o evento como um fenômeno rotineiro de "baixa magnitude".

Raio-X do Fenômeno e Comparações

O Centro de Sismologia da USP foi o órgão responsável por captar e analisar o evento geológico. De acordo com os especialistas, o tremor foi categorizado tecnicamente como um "sismo raso", tendo ocorrido em uma profundidade estimada entre 0 km e 10 km abaixo do leito oceânico.

📊 Escala de Comparação: Abalos nessa faixa de potência dificilmente causam danos ou são percebidos pela população humana. Para fins de calibração de escala, os terremotos devastadores que atingiram a Venezuela no final de junho de 2026 registraram magnitudes dramáticas de 7,2 e 7,5.

O Litoral Fluminense em Movimento: Histórico Recente

O evento de sábado não é um caso isolado. A margem sudeste do Brasil abriga a principal zona sísmica offshore (afastada da costa) do país. Por conta disso, a região tem passado por uma sequência notável de pequenas acomodações de terra nos últimos meses:

Data do RegistroLocalização do EpicentroMagnitudeRelatos de População
21 de MaioLitoral de Maricá3.3Nenhum morador sentiu
26 a 30 de JunhoLitoral de SaquaremaAté 2.5 (9 tremores ao todo)Nenhum morador sentiu
04 de JulhoCosta de Maricá3.0Nenhum morador sentiu

Por que a Terra Treme no Sudeste?

De acordo com o sismólogo Gilberto Leite, do Observatório Nacional, a ocorrência desses fenômenos é natural e decorre do alívio de tensões tectônicas acumuladas que atuam constantemente na crosta terrestre do planeta.

O especialista reforça que, por acontecerem em alto-mar e com baixa liberação de energia, esses episódios funcionam apenas como uma engrenagem invisível de ajuste do solo subaquático. No entanto, os cientistas da rede de monitoramento fazem um alerta de cautela: a sismologia lida com dinâmicas crostais complexas, o que torna tecnicamente impossível prever como o comportamento da atividade sísmica na região vai evoluir daqui para frente.

Quem Monitora o Solo Brasileiro?

A Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), responsável por rastrear esses pulsos e garantir a segurança de dados geológicos no território nacional, é mantida por um consórcio de quatro grandes instituições científicas de ponta:

  • USP (Universidade de São Paulo)

  • UnB (Universidade de Brasília)

  • UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte)

  • Observatório Nacional (vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação)



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