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Bolsonaro apresenta melhora pulmonar e pode deixar UTI até o fim de semana

Por Redação TV SDB
18/03/2026 - Atualizado às 01:11


O ex-presidente Jair Bolsonaro, internado desde a última sexta-feira (13) com um quadro de broncopneumonia bacteriana, apresentou uma melhora significativa em ambos os pulmões. Segundo o médico cardiologista Brasil Caiado, em entrevista coletiva no Hospital DF Star nesta quarta-feira (18), já existe a possibilidade real de transferência da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para um quarto comum até o final desta semana.

A recuperação começou a ganhar ritmo após a introdução de um terceiro antibiótico no tratamento, realizada na madrugada de domingo (15). "O presidente começou a mostrar resposta: queda dos marcadores inflamatórios e melhora da taquipneia (respiração acelerada)", explicou Caiado. Uma tomografia realizada hoje apontou melhora no pulmão direito, embora o esquerdo ainda apresente um "comprometimento moderado".

O Desafio da Recuperação e a Origem do Quadro

Apesar do progresso, a equipe médica mantém o alerta para dois pontos principais:

  • Risco de Fibrose: Os médicos monitoram a possível formação de cicatrizes (enrijecimento) nos pulmões, o que poderia causar cansaço crônico e limitar o desempenho físico futuro.
  • Controle dos Soluços: Bolsonaro está há cerca de 24 horas sem crises de soluços graças a uma nova medicação. Vale lembrar que a pneumonia foi causada pela aspiração de vômito decorrente desses soluços crônicos, um reflexo das complicações da facada sofrida em 2018.

Ambiente de Recuperação: Hospital vs. Residência

Um ponto que chamou a atenção na fala de Brasil Caiado foi o respaldo técnico ao pedido da defesa de Bolsonaro para a transferência para prisão domiciliar. Os advogados argumentam junto ao ministro Alexandre de Moraes (STF) que o ambiente familiar seria mais adequado para a reabilitação do que o retorno à "Papudinha".

"Do ponto de vista médico, um ambiente mais acolhedor, com apoio de enfermagem 24h e alimentação adequada, sem dúvida é bem melhor", afirmou o cardiologista, destacando que Bolsonaro sentiu o peso desta infecção e demonstrou preocupação e disciplina com as sessões de fisioterapia respiratória.

O boletim oficial do meio-dia confirmou que o ex-presidente segue com suporte clínico intensivo e antibioticoterapia, sem previsão de alta hospitalar definitiva por enquanto.



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