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Crime Ambiental: Inea Interdita Garimpo Ilegal de Quase 18 Mil m² em Maricá

Por Redação TV SDB
04/07/2026 - Atualizado às 19:00


Imagem: Prefeitura RJ/Arquivo

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) desarticulou, nesta sexta-feira (3), uma grande operação de extração mineral clandestina no município de Maricá, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A ofensiva fiscalizou um terreno na Rua Sabará, localizada no distrito de Inoã, onde a atividade operava sem qualquer tipo de licença ou controle técnico.

O Cenário da Destruição

Ao chegarem ao local, os agentes do Inea constataram um rastro severo de degradação ambiental que se estendia por 17.886 metros quadrados. A equipe técnica identificou irregularidades críticas que colocavam em risco inclusive a comunidade local:

  • Desmatamento: Supressão ilegal da cobertura vegetal nativa para abertura das frentes de lavra.

  • Risco de Desabamento: Cortes irregulares em taludes (encostas de morros), gerando instabilidade no solo e ameaça direta de desmoronamento sobre as residências vizinhas.

  • Uso de Maquinário Pesado: Estrutura robusta montada para acelerar o escoamento dos minérios extraídos do solo.

Tolerância Zero: Multas e Prisões em Flagrante

A resposta institucional resultou em sanções pesadas e na paralisação imediata das atividades no distrito de Inoã:

  • Lacre e Apreensão: A área foi totalmente interditada e uma retroescavadeira utilizada no crime foi apreendida e encaminhada ao depósito público.

  • Multa de até R$ 1 Milhão: Três pessoas foram autuadas administrativamente pelo Inea com base na Lei Estadual nº 3.467/2000.

  • Responsabilização Criminal: Os infratores foram conduzidos à Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), onde foram autuados em flagrante por crime ambiental e permanecem à disposição da Justiça.

O Impacto a Longo Prazo na Região

O Prejuízo Ecológico: A mineração clandestina deixa marcas profundas na natureza. Além da destruição visual da paisagem, a remoção da terra e da vegetação desencadeia processos severos de erosão. Sem a proteção do solo, as chuvas carregam os sedimentos direto para os leitos dos rios regionais, provocando o assoreamento — fenômeno que sufoca os cursos d'água, destrói a fauna aquática e potencializa o risco de enchentes severas na região metropolitana.



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