O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de habeas corpus protocolado pela defesa da influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra. A decisão monocrática foi proferida na última quarta-feira (1º) pelo ministro Ribeiro Dantas. Como o despacho corre sob segredo de Justiça, os detalhes técnicos e a fundamentação da decisão não foram divulgados oficialmente pelo órgão.
Deolane segue detida preventivamente em decorrência das investigações da Operação Vérnix, deflagrada em maio deste ano.
A prisão da influenciadora ocorreu no dia 21 de maio, em uma ação conjunta coordenada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Civil.
O cerne da investigação aponta para crimes graves de ocultação de bens:
Movimentações Suspeitas: A polícia identificou transações financeiras expressivas e consideradas incompatíveis nas contas da influenciadora.
Vínculo com a Facção: De acordo com os relatórios de inteligência, Deolane operava um esquema de lavagem de dinheiro que beneficiava diretamente a cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Status de Ré: No final do mês de junho, a situação jurídica da influenciadora se agravou após a Justiça aceitar a denúncia do MP. Com isso, Deolane e Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola — apontado como o principal líder da organização criminosa e atualmente custodiado na Penitenciária Federal de Brasília —, tornaram-se réus pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Aos 38 anos, Deolane Bezerra construiu uma carreira de grande alcance no ambiente digital, acumulando uma base que ultrapassa os 20 milhões de seguidores em suas redes sociais. Seu conteúdo é majoritariamente pautado na exibição de uma rotina de luxo, joias, viagens e carros de alto padrão.
Histórico: A advogada ganhou projeção na mídia nacional e estourou em engajamento em maio de 2021, após a morte trágica de seu então marido, o cantor de funk MC Kevin. O artista faleceu aos 23 anos após cair da varanda do quinto andar de um hotel localizado na orla do Rio de Janeiro.
Com a negativa do STJ, a defesa da influenciadora deve avaliar novos recursos a instâncias superiores, como o Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto o processo principal segue em fase de instrução com os envolvidos sob custódia do Estado.
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