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Mobilização nas Ruas: Milhares Protestam na Avenida Paulista pelo Fim da Escala 6x1

Por Redação TV SDB
01/07/2026 - Atualizado às 16:08


Imagem: Paulo Pinto/Agência Brasil

Na noite da última terça-feira (30), milhares de manifestantes ocuparam a Avenida Paulista, no coração de São Paulo (SP), em um ato expressivo exigindo o fim da escala de trabalho 6x1 (seis dias de trabalho para um de descanso). Organizado por movimentos sociais, sindicatos e entidades estudantis, o grupo caminhou em marcha até a Praça Roosevelt, cobrando celeridade na tramitação e votação do tema no Senado Federal.

Pressão no Congresso e Pautas Sociais

O protesto deste início de semana não se limitou à pauta trabalhista, servindo também como palco para outras frentes de reivindicação social.

  • Foco nas Lideranças: O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, foi o principal alvo de críticas nos discursos e cartazes, sendo cobrado publicamente pela falta de empenho e lentidão para pautar o projeto na Casa.

  • Demandas Paralelas: A manifestação incorporou clamores pelo direito à moradia digna, defesa da liberdade de manifestação e o combate ao feminicídio.

  • Perfil do Público: Embora o ato tenha contado com a tradicional presença de partidos políticos e parlamentares de esquerda, chamou a atenção o crescimento do público ligado a movimentos de moradia, registrando a presença de muitas famílias, incluindo crianças e idosos.

Relatos de Quem Vive a Rotina de Seis Dias

O cansaço físico e mental e a falta de tempo para o convívio familiar foram os argumentos mais repetidos pelos trabalhadores que compareceram ao protesto após cumprirem suas jornadas.

“Desde que eu me conheço por gente eu trabalho na escala 6x1, isso é cansativo. Você acaba trabalhando um mês inteiro e não consegue nem gastar o que recebe porque está trabalhando. Tem um dia de folga pra poder gastar e, nesse dia, você só quer descansar. Todo fim de semana eu tô lá e isso é cansativo, não consigo nem ter tempo com a minha família.” — Marcos Biangolini, 33 anos, funcionário de uma garagem de ônibus.

Outro ponto de vista marcante foi o de Manuel de Oliveira Santos, de 68 anos, metalúrgico aposentado que viajou com a família de Embu das Artes (Grande SP) para apoiar a causa: “Estou aqui porque é muito importante para nós, classe trabalhadora. Nós queremos vencer essa batalha e vamos vencer sim com muita luta, muito trabalho. E vamos erguer a cabeça”, destacou, apontando que a mudança é urgente para o futuro de seus quatro filhos e seis netos.

Contexto Policial e Regras do STJ

Um detalhe técnico observado durante a manifestação foi a ausência de negociadores civis independentes acompanhando as forças de segurança.

A presença desses profissionais faz parte de uma determinação recente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que visa regulamentar e estabelecer critérios mais rígidos para a atuação das polícias em manifestações públicas no estado de São Paulo. A aplicação prática da medida, contudo, ainda depende de um protocolo oficial que o governo estadual tem cerca de 50 dias para concluir e apresentar. O ato transcorreu sem o registro de incidentes graves.



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