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Governo altera fiscalização da soja para facilitar exportações rumo à China

Por Redação TV SDB
16/03/2026 - Atualizado às 19:39



O Ministério da Agricultura promoveu alterações nos métodos de inspeção das cargas de soja enviadas para a China, atendendo a solicitações de grandes empresas tradings. A oficialização dessas mudanças ocorreu na noite da última sexta-feira (13), por intermédio do Serviço de Vigilância Agropecuária Internacional.

Nova dinâmica de coleta de amostras

  • Transferência de Responsabilidade: De acordo com as novas diretrizes, as amostras que passam por inspeção não serão mais coletadas obrigatoriamente por fiscais federais da pasta. Essa tarefa agora fica sob responsabilidade das empresas supervisoras de embarque, que são contratadas pelas próprias exportadoras.

  • Monitoramento Público: Apesar da descentralização, o governo manterá uma vigilância parcial. O documento do Ministério estabelece que 10% do total de embarques ainda passarão pela coleta direta realizada por fiscais agropecuários do órgão.

  • Aplicação Imediata: As regras atualizadas entraram em vigor no momento da publicação, sendo válidas para todos os carregamentos que ainda não tiveram suas amostras recolhidas.


Pressão do setor e exigências da China

A decisão de suavizar o processo foi motivada por dificuldades logísticas relatadas pelas exportadoras diante do rigor anterior. Recentemente, o Ministério da Agricultura intensificou as vistorias após encontrar variedades de plantas daninhas classificadas pela China como quarentenárias — organismos que não existem em território chinês e que Pequim exige manter fora de suas fronteiras.

A presença dessas plantas impede a conformidade com as normas fitossanitárias, o que trava a emissão do certificado necessário para que o grão deixe o país. Atendendo a um pedido das autoridades chinesas, o Brasil havia implementado controles mais rígidos, o que acabou gerando um efeito colateral: a ameaça de redução no fluxo de fornecimento para o maior parceiro comercial da soja brasileira.


Impacto nas gigantes do agronegócio

O cenário de incerteza levou a medidas drásticas por parte de grandes players do mercado. A Cargill chegou a interromper temporariamente tanto a compra de grãos quanto as exportações do Brasil para a China. No mesmo sentido, outras companhias de peso, como a Cofco International e a CHS Agronegócio, também confirmaram obstáculos operacionais para concluir seus embarques rumo ao mercado chinês.



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