O Ministério da Cultura (MinC) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) lançaram o Labic Biomas, um programa nacional de formação em cultura digital. A iniciativa tem como objetivo capacitar cerca de 4 mil agentes culturais, comunicadores e lideranças comunitárias para fortalecer as redes de comunicação locais e enfrentar desafios contemporâneos, como a exclusão digital e a desinformação.
O grande diferencial do programa é a integração entre a diversidade ambiental e a produção cultural de cada região. O projeto atuará diretamente nos seis biomas nativos do Brasil:
Amazônia
Caatinga
Cerrado
Mata Atlântica
Pampa
Pantanal
De acordo com Fabiano Piúba, secretário do MinC, a proposta conecta as políticas culturais às pautas de meio ambiente e mudança do clima.
Já a pró-reitora de Extensão da UFRJ, Ivana Bentes, destaca a metáfora dos "biomas digitais". Ela aponta que as redes sociais hoje constroem ambientes que podem ser tanto potentes quanto tóxicos, afetando a saúde mental e o trabalho. O foco é instrumentalizar os líderes locais para criarem conteúdos e resistirem ao negacionismo climático e a ambientes virtuais hostis, inserindo também o debate sobre Inteligência Artificial (IA) na realidade dessas comunidades.
O Labic Biomas entra em prática no segundo semestre deste ano, adotando um modelo descentralizado:
Público-alvo: Movimentos sociais, coletivos, lideranças ambientais e culturais, com atenção especial à juventude.
Seleção de Coletivos: Serão escolhidos 30 coletivos e projetos das cinco macrorregiões do país para desenvolver ações práticas em seus próprios territórios (focadas em memória, inovação cidadã e tecnologias sociais).
Mudança de Foco: Diferente das edições anteriores, que priorizaram grandes capitais, o novo ciclo focará em cinco cidades pequenas do interior do país, combinando atividades presenciais e remotas.
Parcerias: O projeto contará com o apoio de universidades espalhadas por todo o Brasil para garantir o suporte acadêmico e técnico.
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