O Brasil alcançou a menor taxa de analfabetismo entre adultos (maiores de 15 anos) de sua história. Segundo a Pnad Educação 2025 do IBGE, o índice caiu para 4,9% (cerca de 8,4 milhões de pessoas). O ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou que, com base nos critérios da Unesco, o país não considera mais o analfabetismo um problema estrutural e avança rumo à sua erradicação.
De acordo com o Ministério da Educação (MEC), essa marca é fruto de um conjunto de políticas públicas recentes:
Programa Pé-de-Meia: Apontado como o principal responsável pelos bons números. O incentivo financeiro atrelado à presença dos alunos do ensino médio público aumentou o engajamento, a frequência e a atenção em sala de aula.
Retomada da EJA (Educação de Jovens e Adultos): Houve um esforço para recuperar as matrículas que vinham caindo desde 2019, especialmente no Norte e Nordeste. No último ano, o programa registrou um aumento de 40 mil alunos em relação aos anos anteriores.
Mais Investimento: O governo federal aumentou os repasses do Fundeb em mais de R$ 40 bilhões, expandiu as escolas em tempo integral e criou o programa Escolas Conectadas para levar internet às instituições de ensino. Atualmente, o MEC opera com o maior orçamento de sua história.
Além da queda no analfabetismo, o ministro celebrou uma melhoria conjunta inédita (desde 2022) em três frentes críticas, sem que houvesse perda na qualidade do ensino:
Abandono Escolar: Redução drástica de 61%.
Reprovação: Queda de 62% em todo o país.
Distorção Idade-Série: Diminuição de 28% no número de alunos que cursam séries atrasadas em relação à sua idade.
Rádio ao vivo