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Brasil deixa de ter o analfabetismo como problema estrutural

Por Redação TV SDB
25/06/2026 - Atualizado às 12:06


Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Brasil alcançou a menor taxa de analfabetismo entre adultos (maiores de 15 anos) de sua história. Segundo a Pnad Educação 2025 do IBGE, o índice caiu para 4,9% (cerca de 8,4 milhões de pessoas). O ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou que, com base nos critérios da Unesco, o país não considera mais o analfabetismo um problema estrutural e avança rumo à sua erradicação.

O que impulsionou esse resultado?

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), essa marca é fruto de um conjunto de políticas públicas recentes:

  • Programa Pé-de-Meia: Apontado como o principal responsável pelos bons números. O incentivo financeiro atrelado à presença dos alunos do ensino médio público aumentou o engajamento, a frequência e a atenção em sala de aula.

  • Retomada da EJA (Educação de Jovens e Adultos): Houve um esforço para recuperar as matrículas que vinham caindo desde 2019, especialmente no Norte e Nordeste. No último ano, o programa registrou um aumento de 40 mil alunos em relação aos anos anteriores.

  • Mais Investimento: O governo federal aumentou os repasses do Fundeb em mais de R$ 40 bilhões, expandiu as escolas em tempo integral e criou o programa Escolas Conectadas para levar internet às instituições de ensino. Atualmente, o MEC opera com o maior orçamento de sua história.

Melhora Simultânea em Três Indicadores

Além da queda no analfabetismo, o ministro celebrou uma melhoria conjunta inédita (desde 2022) em três frentes críticas, sem que houvesse perda na qualidade do ensino:

  1. Abandono Escolar: Redução drástica de 61%.

  2. Reprovação: Queda de 62% em todo o país.

  3. Distorção Idade-Série: Diminuição de 28% no número de alunos que cursam séries atrasadas em relação à sua idade.



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