Mais de 384 mil eleitores do estado de Roraima foram convocados às urnas para eleger o novo chefe do Executivo estadual. O pleito suplementar foi desenhado para definir quem assumirá um mandato tampão com validade até janeiro de 2027. A votação ocorreu em 350 seções eleitorais espalhadas pelo estado e foi motivada após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassar, no final de abril, o mandato do ex-governador Edilson Damião (União Brasil) — que havia assumido o posto após a renúncia do titular Antonio Denarium. A chapa original acabou condenada por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, devido a repasses irregulares de verbas e distribuição de cestas básicas.
A corrida pelo governo de Roraima foi marcada por fortes disputas nos tribunais e mudanças de última hora nas chapas, dividindo-se entre três nomes principais:
Arthur Henrique (PL): Ex-prefeito da capital Boa Vista e apoiado pelo grupo político do governador cassado, o candidato disputou o pleito na condição de sub judice. Sua elegibilidade foi contestada no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ministro Flávio Dino, que derrubou uma flexibilização do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RR) que permitia a desincompatibilização de cargos públicos em até 24 horas após as convenções. Dino determinou o cumprimento estrito dos prazos de três a seis meses da Lei das Inelegibilidades.
Soldado Sampaio (Republicanos): Atual governador interino, assumiu a liderança do Executivo por ser o presidente da Assembleia Legislativa de Roraima e concorreu diretamente pela permanência no cargo.
Nelita Frank (PT): Socióloga que assumiu a candidatura da oposição. A indicação inicial do partido era a professora Antônia Pedrosa, que acabou barrada por não ter se afastado a tempo de suas funções na rede pública de ensino. Devido à falta de tempo hábil para a alteração técnica nos sistemas de votação do TRE-RR, as urnas eletrônicas mantiveram a foto e o nome de Antônia, embora os votos fossem juridicamente destinados a Nelita.
Além da disputa estadual em Roraima, eleitores de cinco municípios brasileiros também retornaram às urnas em votações complementares para escolher prefeitos e vice-prefeitos que cumprirão mandatos tampões até janeiro de 2029. Essas eleições foram convocadas após a perda de mandato dos gestores que haviam sido eleitos originalmente no pleito municipal de 2024.
As disputas locais ficaram organizadas entre as seguintes chapas:
Reginópolis (SP): A prefeitura foi disputada entre João Paulo (PSD), que teve como vice Marquinho do Gás (Podemos), contra a chapa formada por Marquinho Bastos e Fernando Inácio (União Brasil).
Tuiuti (SP): O eleitorado local escolheu entre três frentes: Pedrinho e Andrezão (MDB/Republicanos); Milena do Amarildo e Guinho (PSB); ou Careca e Nina do Gabinete (União Brasil).
Joviânia (GO): O comando do município foi disputado entre a chapa de Pedro Lucas "Macaco" e Leandro da Leancellys (MDB/Agir) e a dupla Elisberto da Retro e Rogério Potim (Podemos/PSDB).
Amparo da Serra (MG): A liderança do executivo municipal foi disputada pelas chapas de Aila da Farmácia e Robertinho Bellico (Avante/Republicanos) e de Túlio Cária com Marcelino do Açougue (MDB/PRD).
Bonito de Minas (MG): A prefeitura foi disputada entre João Neto do Sindicato e Professora Cris (Podemos/União Brasil) contra Miqueias Figueiredo e Joelma Magalhães (Republicanos/PDT).
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