O governo dos Estados Unidos, por meio do Escritório do Representante de Comércio (USTR), anunciou nesta quinta-feira (12) a abertura de uma ampla investigação comercial. O Brasil, a União Europeia e outros 58 países estão na mira americana para determinar se esses mercados permitem a circulação de produtos fabricados com trabalho forçado, o que prejudicaria a competitividade da indústria dos EUA.
Os pontos-chave da investigação
O que disse o governo americano
De acordo com o representante comercial Jamieson Greer, a medida é uma resposta à inércia de outros governos:
"Por muito tempo, trabalhadores e empresas americanas foram forçados a competir contra produtores estrangeiros que podem ter uma vantagem de custo artificial obtida com trabalho forçado".
Impacto para o Brasil
Para o Brasil, figurar nesta lista significa um aumento na pressão diplomática e comercial. Caso a investigação conclua que o país não aplica medidas rigorosas contra a entrada de produtos de trabalho forçado, os EUA podem aplicar sanções ou sobretaxas a produtos brasileiros como forma de compensar a suposta "concorrência desleal".
Rádio ao vivo