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EUA iniciam investigação contra o Brasil e outros 58 países por suspeita de trabalho forçado

Por Redação TV SDB
13/03/2026 - Atualizado às 19:20



O governo dos Estados Unidos, por meio do Escritório do Representante de Comércio (USTR), anunciou nesta quinta-feira (12) a abertura de uma ampla investigação comercial. O Brasil, a União Europeia e outros 58 países estão na mira americana para determinar se esses mercados permitem a circulação de produtos fabricados com trabalho forçado, o que prejudicaria a competitividade da indústria dos EUA.

Os pontos-chave da investigação

  • O Motivo: O USTR argumenta que a falha de governos estrangeiros em banir bens produzidos sob regime de escravidão moderna cria uma "vantagem de custo artificial". Isso forçaria empresas e trabalhadores americanos a competir de forma desigual com preços injustamente baixos.
  • A Ferramenta Legal: A apuração utiliza a Seção 301 do Trade Act de 1974. Esse dispositivo permite que os EUA retaliem práticas estrangeiras consideradas "irracionais ou discriminatórias" que imponham restrições ao comércio norte-americano.
  • Próximos Passos: O processo não será imediato. O governo americano iniciará consultas diretas com os países envolvidos e já agendou audiências públicas para o próximo mês para debater o tema.

O que disse o governo americano

De acordo com o representante comercial Jamieson Greer, a medida é uma resposta à inércia de outros governos:

"Por muito tempo, trabalhadores e empresas americanas foram forçados a competir contra produtores estrangeiros que podem ter uma vantagem de custo artificial obtida com trabalho forçado".

Impacto para o Brasil

Para o Brasil, figurar nesta lista significa um aumento na pressão diplomática e comercial. Caso a investigação conclua que o país não aplica medidas rigorosas contra a entrada de produtos de trabalho forçado, os EUA podem aplicar sanções ou sobretaxas a produtos brasileiros como forma de compensar a suposta "concorrência desleal".



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