O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a “prévia do PIB”, registrou uma alta de 0,5% em abril na comparação com março, segundo dados oficiais divulgados pelo Banco Central (BC) nesta quarta-feira (17). O resultado representa uma recuperação importante após o recuo de 0,7% observado em março.
O avanço de abril foi impulsionado principalmente pelo desempenho da indústria e do setor de serviços, enquanto a agropecuária não registrou crescimento, permanecendo estável no período.
Para compreender a trajetória recente da atividade econômica, o Banco Central analisa os dados sob dois prismas diferentes. No cálculo com ajuste sazonal — método que isola as flutuações típicas de certas épocas do ano para permitir uma comparação justa entre os meses —, o avanço de 0,5% em abril sucedeu um recuo de 0,7% verificado em março, garantindo uma expansão de 1,2% no fechamento do trimestre. Já nas métricas de prazos mais longos, avaliadas sem a aplicação dos filtros sazonais, o IBC-Br registrou uma elevação de 0,9% na comparação direta com abril do ano passado. Sob essa mesma ótica bruta, a prévia do PIB apresenta uma expansão de 1,3% no acumulado do ano de 2026 e mantém um crescimento de 1,6% no balanço dos últimos 12 meses.
Apesar do respiro em abril, o cenário macroeconômico de 2026 acende sinais de alerta para a equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Economistas apontam que a manutenção dos juros altos e o patamar atual da inflação devem atuar como freios para a atividade econômica ao longo do ano.
Existe um descompasso claro entre as expectativas para o fechamento do PIB em 2026:
O Governo Federal: Espera repetir o desempenho de 2025, quando a economia brasileira expandiu 2,3%.
O Mercado Financeiro: O próprio Banco Central, junto a bancos e instituições privadas, projeta um ritmo mais modesto, com estimativas que partem de 1,6%.
Por outro lado, o cenário externo trouxe uma perspectiva otimista para o país. No relatório Perspectiva Econômica Mundial, lançado em 14 de abril deste ano, o Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou a projeção de crescimento do PIB brasileiro para 1,9% (um aumento de 0,3 ponto percentual em relação à estimativa de janeiro).
De acordo com o FMI, essa expansão deve garantir a volta do Brasil ao posto de 10ª maior economia global ainda este ano. O organismo internacional avalia que, no atual contexto geopolítico, o país será favorecido economicamente pelos desdobramentos da guerra no Oriente Médio, devido à sua posição estratégica como grande exportador de petróleo.
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