O presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu o tom nesta terça-feira (16) durante sua participação na Cúpula do G7, em Évian, na França. Convidado especial do fórum que reúne as sete maiores economias do planeta, o mandatário brasileiro cobrou um compromisso real e imediato das nações desenvolvidas para mitigar o abismo econômico e social que as separa do restante do mundo.
Em seu pronunciamento, Lula enfatizou que os desafios socioeconômicos mundiais estão se multiplicando no mesmo ritmo em que os laços de cooperação e ajuda humanitária internacional parecem encolher. Para o presidente, há uma desconexão evidente entre as tomadas de decisão das potências e as urgências das nações em desenvolvimento.
“Os desafios se multiplicam, mas a solidariedade internacional encolhe. A distância que separa a prosperidade de Évian da realidade enfrentada por bilhões de pessoas no Sul Global não está diminuindo.” — Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil.
O líder brasileiro defendeu que o combate à pobreza e à fome não pode ser tratado como um tema secundário pelas grandes potências econômicas. Ele apontou uma falha estrutural no modelo de desenvolvimento global:
Riqueza mal distribuída: O atual sistema de mercado é altamente eficiente em produzir riqueza em abundância, mas falha gravemente ao concentrá-la.
Oportunidades desproporcionais: O foco das reformas internacionais deve ser a correção de um cenário que distribui oportunidades de forma profundamente assimétrica (desigual).
Missão do G7: Lula reforçou que a principal tarefa das lideranças presentes no encontro deve ser redesenhar os mecanismos globais para incluir as populações marginalizadas do Sul Global na rota do crescimento econômico.
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