Pelo menos seis palestinos foram mortos neste domingo (14) em decorrência de novos ataques aéreos e tiroteios das Forças Armadas de Israel na Faixa de Gaza. A escalada de violência ocorre em um momento diplomático sensível, coincidindo com o encerramento de uma semana de intensas negociações conduzidas por mediadores do Egito, Catar e Turquia para tentar estabelecer um cessar-fogo na região.
De acordo com autoridades de saúde e médicos locais, as operações militares atingiram diferentes pontos geográficos da Faixa de Gaza:
Ao norte (Jabalia): Um ataque aéreo israelense nas proximidades do Hospital Al-Yeman Al-Saeed, localizado no campo de refugiados de Jabalia, foi responsável pela morte de ao menos quatro pessoas.
Ao sul (Khan Younis): Uma morte foi registrada em decorrência dos confrontos na região.
Cidade de Gaza: Outra vítima fatal foi confirmada em um incidente separado na área central do enclave.
Até o momento, as Forças Armadas de Israel não emitiram um comunicado oficial sobre as incursões e bombardeios deste domingo.
Paralelamente aos confrontos terrestres e aéreos, o Hamas e outras facções palestinas informaram que entregaram uma resposta por escrito à proposta de paz de 15 pontos apresentada pelos mediadores internacionais, baseada em um plano desenhado pelo governo dos Estados Unidos.
Fontes ligadas ao diálogo diplomático revelam que houve um avanço significativo, com concordância em 14 dos 15 itens propostos. No entanto, as conversas esbarram no fantasma da desconfiança e no colapso de acordos anteriores. Uma trégua firmada em outubro de 2025 não foi capaz de cessar as hostilidades de forma permanente. Desde então, o balanço de vítimas continua a subir de forma expressiva:
Mais de 950 pessoas foram mortas em Gaza, segundo balanço das autoridades de saúde locais.
Quatro soldados israelenses perderam a vida em combates com militantes no mesmo período, segundo dados de Israel.
A exigência de desarmamento da facção palestina consolidou-se como o obstáculo principal para a assinatura definitiva do tratado de paz. O Hamas atribui a falta de um consenso à recusa de Israel em cumprir as obrigações da primeira fase do pacto de outubro passado, enquanto o governo israelense justifica as incursões atuais como medidas preventivas contra ataques iminentes.
As duas partes sustentam posições politicamente distantes:
O impasse: O Hamas condiciona a entrega total de seu arsenal militar ao início de um processo político real que leve à criação de um Estado palestino independente. Por outro lado, Israel exige o desarmamento incondicional do grupo, a cessão completa do controle da Faixa de Gaza e a exclusão total do Hamas de qualquer arranjo político futuro no enclave.
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