O técnico Carlo Ancelotti fechou a semana de preparação sem dar pistas sobre o time titular que vai a campo neste sábado (13), às 19h (horário de Brasília), contra Marrocos, no MetLife Stadium (EUA). Apesar do mistério, o comandante italiano abriu o jogo em coletiva e apontou a bola parada como uma das armas mais letais do Brasil para a estreia no Mundial.
Ancelotti lembrou que cerca de 30% dos gols no futebol contemporâneo nascem de jogadas ensaiadas. Com bons cobradores e exímios cabeceadores no elenco, a comissão técnica passou a semana afiando o fundamento.
A importância da bola parada ficou evidente na última temporada europeia, servindo de inspiração para a Seleção:
O caso do Arsenal: Campeão inglês com 69 gols, o clube londrino marcou impressionantes 28 gols (cerca de 40% do total) através da bola parada — sendo 18 deles nascidos em cobranças de escanteio.
Arma brasileira: Titular do Arsenal e do Brasil, o zagueiro Gabriel Magalhães participou diretamente de sete desses gols na Inglaterra (marcou 3 e deu 4 assistências). Mesmo atuando na defesa, ele ostenta uma média agressiva de quase uma finalização por jogo (0,8).
Ancelotti não prometeu o título mundial, mas garantiu que o Brasil entra na competição pronto para encarar qualquer potência. Para bater o Marrocos — semifinalista na Copa do Catar —, o treinador cobrou foco absoluto em todas as fases do jogo.
"Marrocos é uma equipe muito bem organizada, de qualidade. Não podemos deixar nada passar defensivamente, ofensivamente ou em transição. (...) Estamos convencidos que podemos competir contra todos. Nosso sentimento atual é positivo", ponderou o comandante.
Unico dos 26 convocados que ainda não trabalhou no gramado devido a uma lesão de grau dois na panturrilha direita, Neymar teve sua situação atualizada. Ancelotti elogiou o empenho do camisa 10 na fisioterapia e estabeleceu um prazo para o seu retorno.
A expectativa é que o atacante se junte aos treinos com o grupo na próxima semana, ficando à disposição para a segunda rodada.
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