A parcela da população em situação de vulnerabilidade nas grandes cidades brasileiras atingiu o seu patamar mais baixo em mais de quatro décadas. De acordo com dados do mais recente Boletim Desigualdade nas Metrópoles, a taxa de pobreza nas regiões metropolitanas do país recuou para 19,4% em 2024, estabelecendo o menor índice de toda a série histórica, iniciada em 1981.
O levantamento associa a melhora expressiva dos indicadores sociais à retomada e ao fortalecimento de uma agenda voltada à distribuição de renda e à segurança financeira das famílias.
Os principais fatores apontados para essa virada econômica são:
Ganho Real do Salário Mínimo: A política de valorização acima da inflação ampliou o poder de compra da base da pirâmide.
Programas de Transferência de Renda: O fortalecimento e a expansão de redes de proteção social focadas na população de baixa renda.
Aquecimento do Mercado de Trabalho: A recuperação na geração de empregos e o aumento geral da renda média do trabalhador.
Injeção de Investimentos Públicos: Estímulos estruturais que ajudaram a movimentar a atividade econômica local.
A análise do boletim também traça um paralelo entre as diretrizes macroeconômicas vigentes. O texto argumenta que os resultados atuais refletem uma mudança de rota em relação à gestão anterior, associando o período do governo de Jair Bolsonaro a uma política de viés ultraliberal que, somada ao desemprego e ao enfraquecimento de redes assistenciais, havia elevado a vulnerabilidade social.
A atual conjuntura do governo Lula busca se consolidar justamente pela capacidade de alinhar a estabilidade e o crescimento econômico direto a avanços sociais práticos para a população mais necessitada.
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