Durante a 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva traçou um paralelo entre a atual onda de agitação social no México e as manifestações que sacudiram o Brasil em 2013. Lula informou que tinha uma teleconferência agendada com a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, para debater o cenário.
Na análise do presidente brasileiro, o movimento de 2013 no Brasil — que começou com reivindicações contra o aumento das passagens de ônibus — acabou sendo capitalizado pela extrema-direita. Segundo ele, esse processo abriu caminho para o impeachment de Dilma Rousseff em 2016 e a subsequente ascensão da direita ao poder. Lula sugeriu que o fenômeno atual no México pode estar sofrendo influências externas:
“Eu acho que tem o dedo de alguém e que, talvez, nem seja mexicano.”
O território mexicano enfrenta uma escalada de tensão justamente às vésperas da abertura da Copa do Mundo de 2026, torneio que o país sedia em conjunto com os Estados Unidos e o Canadá.
A Liderança: Os protestos são encabeçados por sindicatos de professores.
A Pauta: Pressão sobre o governo por reajustes salariais.
O Cenário: Bloqueios de vias públicas estratégicas e confrontos diretos com as forças de segurança na capital mexicana.
O presidente também aproveitou o evento para desabafar sobre o atual estado do debate político global. Ele criticou duramente a velocidade com que notícias falsas se espalham nas redes sociais, sufocando o diálogo racional e afetando o espectro político de ponta a ponta.
Para Lula, o ecossistema digital virou uma disputa de "quanto mais curto e menos explicado, melhor", onde argumentos sólidos perderam o valor para a mentira rápida. Ele defendeu que o mundo só retomará a civilidade quando a sociedade voltar a valorizar o debate sério e a consistência das propostas.
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