O Instituto Butantan confirmou que dará continuidade aos ensaios clínicos de sua vacina contra a dengue voltados para a população idosa. A decisão corre em paralelo à determinação do Ministério da Saúde, que suspendeu temporariamente a campanha de imunização geral no país para investigar reações adversas graves.
A pesquisa, iniciada em janeiro, busca mapear como pessoas que nunca tiveram contato prévio com o vírus da dengue reagem ao imunizante.
Público-alvo: Majoritariamente voluntários entre 60 e 79 anos.
Foco Geográfico: Quatro centros de pesquisa na Região Sul do país (incluindo Curitiba, Porto Alegre e Pelotas), escolhidos estrategicamente devido à baixa circulação histórica da doença na região.
Objetivo principal: Avaliar a segurança do imunizante na terceira idade e comprovar se a produção de anticorpos desse grupo é equivalente à dos adultos mais jovens, já testados anteriormente. O monitoramento dos voluntários deve durar um ano.
O Ministério da Saúde optou por interromper temporariamente a aplicação do imunizante na população para apurar casos isolados de efeitos colaterais severos, que incluíram dois óbitos.
Apesar da pausa na campanha pública, a diretoria do Butantan defende que a investigação faz parte dos protocolos de segurança e se mostra otimista quanto ao potencial da vacina.
"A gente tem de entender a natureza dessa investigação. A vacinação poderá ser retomada e isso depende desse processo de discussão. A gente é confiante que a vacina é uma importante arma no combate à dengue e devemos basear essa retomada em dados muito rigorosos e criteriosos, e em metodologia científica", explicou o médico Ésper Kallas, diretor do Instituto Butantan.
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