Documentário que narra a jornada da maior potência do esporte será projetado no Museu de Arte de Newark neste sábado (13), poucas horas antes e a poucos quilômetros do primeiro jogo do Brasil no Mundial.
O próximo sábado (13) será de dose dupla de Brasil em Nova Jersey (EUA). Às 19h (horário de Brasília), a Seleção Brasileira masculina faz a sua estreia oficial na Copa do Mundo contra o Marrocos, no MetLife Stadium. Poucas horas antes e a cerca de apenas 15 quilômetros dali, outra equipe verde e amarela igualmente pentacampeã do mundo estará sob os holofotes.
Às 16h (15h no horário local), o Museu de Arte de Newark exibirá "O Jogo Mais Difícil", um elogiado documentário que acompanha os bastidores e a preparação da seleção brasileira de futebol de cegos rumo aos Jogos Paralímpicos de Paris 2024.
A sessão cultural é totalmente aberta ao público e terá entrada gratuita. Para completar o dia de celebração esportiva, logo após o encerramento do filme, o museu transmitirá ao vivo, em seus telões, a estreia da seleção de futebol convencional na Copa.
Lançada em novembro do ano passado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) em parceria com a Bushatsky Filmes, a obra cinematográfica revela a rotina intensa dos atletas. O documentário viaja desde os campos de treinamento em João Pessoa (PB) até as quadras de torneios preparatórios na França e na Inglaterra.
Para além do foco competitivo, o filme explora didaticamente as complexidades e peculiaridades da modalidade de alto rendimento, tais como:
O desenvolvimento preciso da orientação espacial no escuro;
A dinâmica de comunicação frequente entre o elenco e o chamador;
O tempo de reação milimétrico dos jogadores;
O refinado domínio técnico exigido para o controle da bola.
A modalidade conta com cinco atletas de cada lado em quadra. Para viabilizar a dinâmica do jogo, o esporte possui regras muito específicas:
A Bola: É equipada com guizos internos, emitindo um som que permite aos atletas se orientarem no espaço estritamente por meio da audição;
As Vendas: Todos os jogadores de linha atuam com vendas escuras nos olhos, garantindo condições de igualdade total para que atletas com baixa visão (que enxergam vultos) não tenham vantagens sobre os totalmente cegos;
O Goleiro: É o único integrante da equipe em campo que tem visão total. Além de defender a meta, ele atua orientando a defesa verbalmente.
O Brasil ostenta o status de maior potência global da história do futebol de cegos, acumulando cinco medalhas de ouro paralímpicas nas seis edições em que a modalidade esteve no programa oficial do megaevento.
A única vez em que a equipe brasileira não subiu ao topo mais alto do pódio foi justamente em Paris 2024. Na ocasião, o time acabou eliminado na semifinal pela Argentina na disputa de penalidades, terminando a competição com a medalha de bronze (a anfitriã França ficou com o título).
Donos também de cinco títulos mundiais, os brasileiros já têm data e local definidos para buscar a tão sonhada sexta estrela: o próximo Campeonato Mundial de Futebol de Cegos será disputado em casa, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, em outubro de 2027.
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