Movimento iniciado nesta segunda-feira (8) busca equiparação salarial com o mercado e maior valorização profissional. Até o momento, a empresa de transportes não se manifestou sobre as reivindicações.
Os motoristas da empresa de transportes Emtram iniciaram um movimento de greve nesta segunda-feira (8), paralisando parte das atividades operacionais da companhia. A mobilização da categoria busca chamar a atenção da administração para uma série de reivindicações urgentes ligadas à valorização profissional e à infraestrutura de trabalho.
De acordo com os representantes dos trabalhadores, o movimento foi organizado de forma coletiva após tentativas frustradas de avanços nas negociações diretas com a empresa. Os grevistas garantem que a paralisação continuará por tempo indeterminado, até que a diretoria apresente uma proposta concreta para solucionar os impasses.
As pautas apresentadas pelos motoristas da Emtram concentram-se em três pilares fundamentais para a dignidade da rotina de trabalho:
Equiparação salarial: Os trabalhadores alegam que existe uma defasagem nos vencimentos em comparação com a média paga por outras empresas que operam no mesmo setor de transporte rodoviário;
Condições de trabalho: A categoria exige investimentos que garantam mais conforto, segurança e condições adequadas de higiene e descanso nos pontos de apoio;
Valorização profissional: Os motoristas cobram maior respeito e reconhecimento institucional pela responsabilidade diária de conduzir vidas em viagens de longa distância.
Os manifestantes reforçam que a rotina nas estradas exige jornadas longas, alto nível de estresse e atenção constante, o que torna as medidas de segurança e o bem-estar dos profissionais indispensáveis para o bom funcionamento do serviço.
A paralisação parcial das atividades acendeu um alerta para os passageiros, já que a Emtram é uma das principais operadoras de linhas rodoviárias intermunicipais e interestaduais em diversas regiões. O desfalque na escala de motoristas pode provocar atrasos e cancelamentos de viagens ao longo dos próximos dias.
Até o fechamento desta matéria, a direção da Emtram não havia divulgado nenhum posicionamento oficial sobre o movimento grevista, as demandas apresentadas pela categoria ou a formulação de um plano de contingência para atender os usuários afetados.
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