Secretário-executivo da pasta reuniu-se com a presidenta do NDB, Dilma Rousseff, para apresentar planos de modernização de equipamentos culturais, expansão da rede de CEUs e a nova plataforma gratuita Tela Brasil.
O secretário-executivo do Ministério da Cultura (MinC), Márcio Tavares, reuniu-se na última semana em Xangai, na China, com a presidenta do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) — popularmente conhecido como o Banco do BRICS —, Dilma Rousseff. O objetivo do encontro foi apresentar projetos estratégicos da pasta voltados à melhoria da infraestrutura cultural brasileira que reúnem condições para receber financiamento internacional.
A agenda também serviu para alinhar os preparativos da programação do Ano Cultural Brasil-China 2026, iniciativa de diplomacia cultural promovida de forma conjunta pelos dois governos para estreitar os laços e fortalecer a parceria estratégica bilateral.
“A cultura é um vetor estratégico para o desenvolvimento, que caminha em paralelo à geração de renda e à transição ecológica”, destacou o secretário-executivo ao defender a importância do aporte financeiro do banco para modernizar as redes criativas do Brasil.
Entre as propostas levadas à instituição financeira, destaca-se o plano de reconversão verde de equipamentos culturais. A medida prevê a modernização e a adequação de teatros, museus e outros espaços públicos com foco em sustentabilidade e eficiência ecológica. Em paralelo, o ministério busca recursos para o desenvolvimento tecnológico de diversos segmentos do setor criativo.
Tavares também detalhou as metas do governo federal para democratizar o acesso à cultura, que priorizam:
A construção de novos CEUs da Cultura (Centros de Artes e Esportes Unificados);
A ampliação das unidades do MovCeus (estruturas itinerantes que levam cinema, teatro e oficinas a periferias urbanas e municípios do interior);
A reforma física e a modernização de unidades que já se encontram em pleno funcionamento.
O encontro também foi aproveitado para apresentar a Dilma Rousseff o Tela Brasil, a nova plataforma pública de streaming que o governo federal lançou no último dia 30 de maio. Desenvolvida em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (UFAL), a ferramenta oferece acesso totalmente gratuito a produções nacionais.
O acervo reúne conteúdos financiados pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e obras preservadas por instituições ligadas ao Sistema MinC, como a Cinemateca Brasileira, o Centro Técnico Audiovisual (CTAv), a Funarte e a Fundação Cultural Palmares.
Atualmente, o Tela Brasil conta com 555 obras audiovisuais cadastradas. O catálogo está dividido nos seguintes formatos:
267 curtas-metragens;
139 longas-metragens;
85 médias-metragens ou telefilmes;
64 obras seriadas.
Do total de produções disponíveis na plataforma de vídeos, 19 títulos se destacam por já terem representado o Brasil na disputa oficial por uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar.
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