Equipamentos desarmados atuarão nos arredores das arenas nos Estados Unidos e no México. Objetivo é identificar riscos e comportamentos suspeitos sem expor agentes humanos ao perigo.
A Copa do Mundo de 2026 contará com um reforço tecnológico que parece ter saído da ficção científica na segurança dos estádios: cães-robôs. Equipados com câmeras de alta resolução e visão noturna, os dispositivos serão utilizados para monitorar a movimentação dos torcedores, identificando possíveis situações de risco e comportamentos incomuns.
A inovação marcará presença nas áreas externas de arenas nos Estados Unidos e no México. Para tranquilizar o público, as autoridades de segurança e as empresas desenvolvedoras ressaltam um ponto fundamental: nenhum dos modelos atua armado.
Modelos em operação: EUA e México
Segundo informações divulgadas pela revista norte-americana Wired, a operação será dividida de acordo com as sedes e as empresas fornecedoras:
Estados Unidos: No entorno do gigantesco AT&T Stadium, em Dallas, as patrulhas serão realizadas pelo famoso modelo Spot, desenvolvido pela empresa norte-americana Boston Dynamics.
México: A vigilância do Estádio BBVA, na cidade de Guadalupe — que receberá quatro partidas do torneio —, ficará a cargo de quatro unidades do modelo K9-X, fabricado pela chinesa Unitree Robotics.
Diferentemente do modelo operado nos EUA, o K9-X é controlado remotamente por humanos. O equipamento já foi testado em cenários reais durante jogos do clube mexicano Monterrey. Ele funciona como uma ferramenta de apoio tático: ao detectar qualquer atividade ou comportamento suspeito, o robô envia alertas imediatos em tempo real para os operadores na central de segurança.
A estratégia e o debate sobre privacidade
A principal estratégia por trás da adoção dos robôs é ampliar o alcance do monitoramento de grandes multidões sem a necessidade de expor agentes de segurança a situações potencialmente perigosas ou a confrontos diretos iniciais.
Apesar dos benefícios táticos para o evento global, a novidade já levanta debates acalorados sobre vigilância em massa e privacidade. Nas redes sociais, torcedores e ativistas questionaram a possível integração de sistemas de reconhecimento facial aos robôs — uma tecnologia frequentemente criticada por falhas e viés de identificação.
Diante da repercussão, a Boston Dynamics se antecipou e garantiu que não utiliza ferramentas de reconhecimento facial no sistema integrado ao seu modelo Spot.
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