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Fundador do Rio2C avalia avanços do setor e o uso estratégico do 'soft power' brasileiro

Por Redação TV SDB
02/06/2026 - Atualizado às 14:30


Imagem: Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O Rio2C encerrou a sua oitava edição no último domingo (31), no Rio de Janeiro, com um público de 55 mil participantes. Consolidado como um dos principais palcos de debate do país, o encontro reafirmou a importância da economia criativa não apenas como expressão artística, mas como uma agenda estratégica para o desenvolvimento econômico do Brasil.

Em entrevista à Agência Brasil, Rafael Lazarini, idealizador do evento, fez um balanço positivo sobre a trajetória do projeto, destacando a internacionalização e o fortalecimento institucional da edição de 2026.

De Evento a Movimento Multisetorial

Originalmente atrelado ao mercado audiovisual, o Rio2C expandiu suas fronteiras para agregar áreas como música, games, publicidade, moda, arquitetura e design. Segundo Lazarini, o projeto hoje transcende a ideia tradicional de evento, funcionando como uma mistura de conferência, festival e mercado de negócios.

O executivo celebrou a quebra de um estigma histórico do setor:

"Parecia quase impuro misturar cultura e indústria. Mas a criatividade também gera emprego, renda e desenvolvimento. Hoje, vemos secretarias de cultura se transformando em secretarias de economia criativa. Isso mostra uma mudança importante de mentalidade."

'Soft Power' e a Potência Brasileira

Um dos focos centrais dos debates atuais é o conceito de soft power — a capacidade de uma nação projetar influência global através de sua arte, audiovisual e cultura.

Lazarini citou os Estados Unidos (com Hollywood) e, mais recentemente, a Coreia do Sul, como exemplos de planejamento estratégico bem-sucedido. Ele avalia que o Brasil sempre possuiu uma potência cultural gigantesca, mas que agora a discussão está amadurecendo para transformar esse potencial simbólico em geração de riqueza, inovação e projeção internacional efetiva.

O Papel da IA e o "Código de Sentido"

A edição deste ano foi norteada pelo tema "Code of Meaning" (Código de Sentido). A escolha foi uma resposta direta às transformações tecnológicas recentes, provocando os criadores a refletirem sobre o propósito de suas obras em meio a uma avalanche de conteúdos automatizados.

"O que realmente importa? O que faz sentido? Existe uma necessidade crescente de voltar ao pensamento criativo original, à troca humana, à intuição", explicou Lazarini ao analisar o impacto da Inteligência Artificial na produção criativa.

O fundador concluiu ressaltando o papel do Rio2C na missão de reposicionar o Rio de Janeiro como a capital cultural e criativa do país, comprovando que a vocação natural da cidade é um forte vetor de desenvolvimento socioeconômico.



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