O presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Wilson Cardoso, avaliou positivamente a medida que fixou um teto de R$ 700 mil para os gastos das prefeituras baianas com as festas de São João. Segundo o gestor, a iniciativa foi fundamental para forçar a redução dos cachês cobrados por artistas, garantindo uma economia significativa para os cofres públicos.
A proposta, que foi apresentada pela UPB ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) ainda em fevereiro deste ano, tem como foco principal promover o equilíbrio fiscal dos municípios durante o período junino.
Além de conter despesas excessivas, a determinação de um limite de gastos busca alcançar metas estruturais e culturais importantes:
Preservar investimentos essenciais: Evitar que a verba das festividades comprometa o orçamento de áreas prioritárias, como saúde e educação.
Valorização regional: Incentivar a contratação e o fomento de artistas locais.
Resgate da tradição: Impedir a descaracterização da festa junina baiana, limitando a contratação de atrações de outros gêneros que não dialogam com a essência do São João.
"A redução dos cachês representa um avanço para os municípios e para a população, permitindo a realização de eventos com qualidade e responsabilidade fiscal", afirmou Cardoso.
De acordo com os dados mais recentes do Painel de Transparência dos Festejos Juninos do MP-BA, as contratações artísticas para o São João de 2026 nos municípios do estado já somam R$ 124 milhões.
O Ministério Público estima que o estabelecimento do teto tarifário tenha proporcionado, até o momento, uma economia próxima de R$ 10 milhões. A expectativa é que esse montante economizado seja ainda maior conforme as prefeituras atualizem e enviem as informações finais de suas contratações.
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